Cisv é uma grande família
Sem muita firula, um dos líderes da turma de Belo Horizonte no acampamento, Marlos de Oliveira Machado, define o que faz o sucesso desse tipo de iniciativa: ''O Cisv é uma grande família. Muitas vezes, o pessoal do Cisv é recebido em casa e a receptividade é enorme. É uma coisa que não se vê normalmente''. A definição é compartilhada pelo coordenador mineiro Luis Henrique de Paula Paiva, que diz que o objetivo de encontros como este que termina hoje em Londrina, é justamente ''buscar a integração de culturas e o relacionamento entre pessoas''.
A paulista Letícia Marote, outra coordenadora do encontro, informa que em Londrina participam delegações de Belo Horizonte, São Paulo, Campinas, Araraquara e Brasília. Ninguém pode usar celular, internet, nem assistir TV. Também não tem acesso a jornais ou revistas. Tudo para conseguir se desligar dos problemas externos e pensar mais uns nos outros.
Além disso, todos participam das tarefas domésticas e do planejamento e definição das recreações cujo tema central gira em torno da liberdade. ''A idéia dos acampamentos é realmente multicultural para que se possa aprender a conviver melhor com as diferenças de cada um'', destaca. Ela, por exemplo, já participou de encontros internacionais em que conviveu por alguns dias com pessoas de Israel e da Jordania, dois países que não mantêm relações diplomáticas entre si.
Londrina é uma das 10 cidades brasileiras que possuem representações do Cisv. A responsável Ronise Deffente informa que quem quiser mais informações sobre a organização, que tem sede na Inglaterra e não tem vínculo político nem religioso, pode consultar o site (www.cisv.org.br). (L.A.)





