Cascavel - O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop) pode ficar responsável pelo pagamento dos salários, por até 90 dias, dos 36 funcionários necessários para ativação dos leitos da UTI Neonatal do Hospital Universitário de Cascavel (HU). No entanto, esse compromisso só será firmado caso o governo assegure que assumirá a responsabilidade após esse prazo.
De acordo com o presidente do Cisop, Raul Pazete, a proposta partiu de uma conversa com o promotor de Justiça, Angelo Ferreira, que exige a ativação dos leitos num prazo de 20 dias, e com a direção do HU. ''Dissemos que o prazo que podemos assumir seria de 90 dias por causa do vínculo trabalhista'', salienta.
Pazete lembrou que se a proposta for consolidada, haverá tempo hábil para que o HU obtenha o credenciamento da unidade junto ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é de que, mesmo credenciado, o hospital comece a receber recursos, somente, após 60 dias. Ele acrescentou que enquanto o Consórcio estiver bancando as despesas, caberá a cada Município pagar o medicamento dos seus pacientes. ''O hospital não tem condições de bancar tudo'', explica.
Para que essa alternativa seja colocada em prática, as partes envolvidas aguardam apenas a confirmação do governo do Estado.
Conforme estudo do HU, os dez leitos da UTI Neonatal vão demandar 36 funcionários e um custo de R$ 102 mil por mês. A previsão de faturamento é de R$ 64 mil, o que vai gerar um déficit mensal de R$ 38 mil.
O promotor deu 20 dias de prazo para que a Unioeste ative os leitos. A partir desse prazo, o Ministério Público vai entrar com uma ação civil pública que obrigue a abertura dos dez leitos. O diretor do HU, José Fernando Carvalho Martins, já adiantou que não poderá colocar em funcionamento a UTI Neonatal sem o repasse de verbas pelo Estado.

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