Londrina – A precariedade na realização de consultas e cirurgias de ortopedia, que se arrasta por cinco meses, desde rompimento do convênio entre a Prefeitura de Londrina e o Hospital Ortopédico, pode ser minimizada nas próximas semanas. Ontem, a Comissão de Seguridade Social da Câmara se reuniu com autoridades estaduais e municipais da Saúde que prometeram, em até 15 dias, completar a escala de urgência e emergência no Hospital da Zona Norte. Já as cirurgias eletivas começarão no próximo dia 8, terça-feira.
Atualmente, o plantão 24 horas está descoberto e funciona apenas três dias por semana no HZN. Até o dia 17 deste mês, o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) garantiu que mais profissionais serão contratados para preencher o quadro. O número de médicos vai depender das horas vagas. Antes, porém, oito ortopedistas e sete anestesistas começarão a realizar cirurgias eletivas no HZN. Os médicos estavam parados e sem receber há quatro meses por falta salas para as operações.
De acordo com a vereadora Lenir de Assis (PT), a fila de consultas de ortopedia chega a 18 mil, incluindo Londrina e outros 20 municípios da área de abrangência da 17ª Regional de Saúde. Já para cirurgias eletivas, a fila era de 2,2 mil em agosto, último levantamento. Os dados foram confirmados pelos representantes da Saúde.
O diretor administrativo do HZN, Joselito Hajjar, estima que conseguirá fazer uma média de cinco cirurgias por dia. Para apressar os procedimentos, uma sala no Hospital da Zona Sul será equipada e também será referência. Os diretores aguardam a chegada de um aparelho de anestesia para iniciar as cirugias.
Durante a reunião na câmara, vereadores cobraram a realização de um mutirão de cirurgias eletivas para diminuir a fila de espera. A 17ª Regional de Saúde pleiteou aporte de 80% do valor total de 1.292 cirurgias. A proposta foi encaminhada ao Ministério da Saúde, que poderá liberar a verba por meio de portaria específica. O valor pago pela cirurgia de clavícula, por exemplo, com repasse tabelado em R$ 378 pelo Sistema Único de Saúde (SUS), passa a ser de R$ 681.
A preocupação dos vereadores é que o chamamento público do município para contratar clínicas que irão oferecer os atendimento e cirurgias de médio porte permanece travado para avaliação na Procuradoria Jurídica há cinco meses. "É preciso mais agilidade, pois o sofrimento das pessoas tem que ser levado em conta", reclamou Lenir. O secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio de Souza, disse que o processo demanda cuidado. "É como se fosse uma licitação, tem que passar por todos os trâmites burocráticos".

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