O Paraná foi o primeiro Estado a organizar um banco de doadores para pacientes renais crônicos e a realizar um exame de sangue conhecido pela sigla HLA (Human Lymphocyte Antigens), que oferece mais segurança na hora da escolha do doador.
A Secretaria da Saúde realizou, há um ano, um mutirão para o exame de tipagem sanguínea. Como os reagentes usados eram caros demais e a mão-de-obra especializada, muito pequena, o governo subsidiou os reagentes e automatizou os laboratórios, aplicando, para isso, cerca de R$ 2 milhões. Essas medidas permitiram realizar três vezes mais exames do que antes, usando o mesmo número de funcionários.
Embora o mutirão continue trabalhando no atendimento do doente renal crônico - 1.300 pessoas estão aguardando um rim novo -, já está previsto o investimento na automação do departamento de genética, visando ao transplante de medula óssea. O exame de tipagem e os reagentes usados para o doente renal são os mesmos realizados no caso de transplante de medula óssea.
Cruzando informações da tipagem HLA do paciente e do doador, é possível identificar o grau de compatibilidade entre os dois, diminuindo as chances de rejeição e prolongando a vida útil do órgão.
Este exame, segundo a coordenadora da CTP, Cristina Von Glhen, aumenta em 30% o sucesso dos transplantes. ‘‘A chance de rejeição diminui, assim como os gastos com medicamentos e também a intercorrência, ou seja, a chance de aparecerem doenças que levam à hospitalização e, muitas vezes, à perda do órgão transplantado’’, diz.
Com o exame, a vida útil do rim, após o transplante, que era inferior a cinco anos, pode alcançar até 10 anos.

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