Cirurgia do Naco abriu as portas ao reconhecimento
De acordo com Randas Batista, o sucesso obtido com a cirurgia do naco tem ajudado a diminuir a resistência do meio médico à nova técnica. Há cinco anos, achavam que eu era um louco e hoje está todo mundo fazendo o que eu propus, afirma.
Para Batista, a nova técnica é muito mais bem bolada que a do bifinho, como chama a cirurgia do naco. É um tipo de caso que aplica muita fisiopatologia e é muito mais complexo, explica.
Para divulgar o avanço, Batista conta com a credibilidade de quem, aos 49 anos de idade, é conhecido e festejado nos melhores centros de cardiologia do mundo. Sua cirurgia do naco é aplicada em mais de 60 países.
A cirurgia, batizada por especialistas internacionais de Batista Operation, consiste na retirada de um bife do coração, que pode chegar a um quatro de músculo, sobre o ventrículo esquerdo - a ventriculoplastia redutora. Ela é aplicada em pacientes cujo coração tem diâmetro acima do normal.
Depois de dissecar milhares de corações - inclusive os de um búfalo e de uma cobra -, o médico concluiu que órgãos de tamanho diferentes apresentavam a mesma relação massa-diâmetro. Surgiu daí a constatação que um coração aumentado pode perder um pedaço e passar a funcionar melhor, embora não cure a doença que originou o problema. Entre as inúmeras distinções que valeu a Batista, a técnica acaba de ser considerada pela revista científica americana Discovery como um dos maiores avanços da medicina nos últimos 20 anos.





