Cirurgia de catarata recebe prêmio de fundação mundial
Cirurgia de catarata recebe prêmio de fundação mundial Maigue Gueths De Curitiba A Fundação Hellen Keller, organização não-governamental (ONG) que promove projetos de prevenção à cegueira em todo o mundo, homenageou ontem em São Paulo sete instituições de oftalmologia do País, que vêm atuando em uma campanha da entidade para reduzir a cegueira provocada por catarata entre a população carente. Em dois anos de campanha, a fundação realizou cerca de 600 cirurgias no País, de acordo com o presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia, Hamilton Moreira, um dos profissionais homenageados, representando o Hospital de Olhos do Paraná. A ONG, que recebeu o nome de Hellen Keller, em alusão ao trabalho desenvolvido por uma senhora pensadora surda, cega e muda, que viveu nos Estados Unidos, desenvolve este trabalho com recursos doados por empresas e a colaboração de médicos e hospitais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a catarata é a principal causa de cegueira no mundo, atingindo 10% da população. A catarata surge, principalmente, entre os idosos, chegando a atingir 15% das pessoas com idade acima de 60 anos. Como a expectativa de vida aumentou muito nos últimos anos, o número de pessoas com catarata também aumentou, explica o oftalmologista Irineu Antunes Neto, um dos pioneiros na realização de cirurgias de catarata pelo método de facoemulsificação no Paraná. Mas o maior impulso contra a cegueira provocada por catarata aconteceu no ano passado, entre maio e outubro, quando o Ministério da Saúde organizou um mutirão em todo País, com objetivo de diagnosticar e realizar a cirurgia em idosos carentes, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Profissionais e hospitais voluntários se integraram à campanha realizando cirurgias nos finais de semana, de tal modo que a meta inicial de operar 23 mil pessoas quase dobrou, chegando a 40 mil cirurgias no País. Em todo o Paraná foram feitas 7.537 cirurgias, sendo 1.133 em Curitiba. Segundo Hamilton Moreira, coordenador da campanha do Ministério da Saúde no Paraná, entre a população carente, de cada 100 mil pessoas, cerca de 10 mil (10%) está na faixa etária mais suscetível à doença. Destas, apenas 100, o correspondente a 0,1%, têm acesso à cirurgia. Ele explica, ainda, que nem todas as pessoas com catarata são indicadas para cirurgia. Tem pessoas que convivem bem com uma pequena limitação, outras precisam ser operadas para poder trabalhar, dirigir, diz.





