Sem conseguir respirar direito, pelo menos 500 mil pessoas sofrem com as consequências do enfisema pulmonar em todo o Brasil. Mas uma cirurgia que foi ‘testada’ na década de 50, e que agora começa a ser retomada em todo o País, pode resolver o problema. Foi para falar do processo conhecido como ‘‘Cirurgia Redutora de Volume Pulmonar’’, e com a intenção de implantá-la, que o Hospital Evangélico de Curitiba trouxe para participar da 1ª Jornada de Pneumologia, Cirurgia Toráxica e Endoscopia Respiratória, o pneumologista da Santa Casa de Porto Alegre, José de Jesus Camargo.
A operação reduz o volume dos pulmões inchados em até 30%, garantindo novamente ao paciente o funcionamento do órgão. O problema é que essa técnica, explica o pneumologista, é recomendada apenas para 15% dos pacientes enfisematosos’’. Segundo Camargo, não são candidatos à cirurgia os pacientes fumantes e aqueles que têm sinais de bronquite. E isso justamente por causa do complicado pós-operatório.
O enfisema causa bolhas no pulmão que fazem com que ele inche e pare de funcionar. A cirurgia tira os pedaços do órgão que não atuam mais, abrindo espaço para que ele se reacomode na caixa toráxica. ‘‘A indicação se faz apenas quando os pacientes têm capacidade pulmonar entre 20 e 35% do previsto’’, esclarece Camargo. ‘‘Com a operação eles ganham em torno de 70% a mais de capacidade respiratória’’, diz. Em Porto Alegre, área de atuação de Camargo, pelo menos 96 pessoas já se submeteram a operação.

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