Cirque du Soleil faz audição no Paraná
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domingo, 23 de novembro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Entrar para o Cirque du Soleil, companhia circense canadense conhecida pela inovação e beleza de seus espetáculos, é um convite para uma vida de viagens pelo mundo e de investimento na superação dos limites do corpo. Na manhã de ontem, em Curitiba, seis pessoas (duas mulheres e quatro homens) participaram de uma audição em busca desse emprego dos sonhos.
A companhia, criada em 1984 na cidade de Montreal, na província de Quebec, emprega mais de 4 mil pessoas em todo o mundo, entre atores, músicos, ginastas e equipe técnica. Uma vez aprovado na audição, o candidato a funcionário do Cirque passa a integrar um banco de dados de talentos identificados em todo o planeta.
Selecionados são convidados a ir para Montreal participar da formação da companhia e a integrar um dos 17 espetáculos atualmente em cartaz (cinco fixos e 12 itinerantes). Procuramos artistas com qualidade, mas que também tenham o perfil adequado para o Cirque, explica o canadense Hubert Barthod, um dos responsáveis pela audiência de ontem.
Quem quer uma vaga na companhia precisa ser tecnicamente muito bom, mas também capaz de criar uma empatia com o público. É importante olhar para o público, sorrir, orienta Barthod. Segundo o canadense, o sucesso da ginástica olímpica do País nos últimos anos tem melhorado a qualidade dos artistas encontrados por aqui. O brasileiro é um artista mais solto, com uma musicalidade natural e mais aberto que um russo, por exemplo, diz. Nos últimos dois anos, 18 brasileiros foram selecionados para fazer parte da companhia.
O Cirque realiza audições como a de ontem no Brasil desde 1997. Há cada dois anos fazemos uma seleção por aqui, informa. A etapa de Curitiba é a primeira que a companhia realiza este ano. Nos dias 26 e 28 de novembro, a equipe de seleção do Cirque estará em São Paulo para assistir a apresentação de mais artistas. E, no dia 1ªde dezembro, será a vez do Rio de Janeiro sediar as audições.
Não há um número de vagas definido pela companhia. Se o artista for bom, ele entra para nosso banco de dados e pode ser contratado, afirma. Em geral, o Cirque permite que os candidatos tentem a seleção até duas vezes. É o caso do catarinense Fábio Santos, 21 anos. Tentei uma vaga em São Paulo, há dois anos, mas não consegui entrar. Agora estou mais confiante, diz. O ginasta de Itajaí (SC) é bicampeão catarinense da modalidade. Também disputou uma vaga no Cirque a maringaense Fernanda Soares Nakashina, 26. Ela é professora de Educação Física, mas sonha em trabalhar no circo.


