Edson MazzettoDeficiênciaSede da Ciretran Regional de Cascavel conta com apenas 14 funcionários para atender 12 municípios

Entidades classistas e comunitárias de Cascavel estão mobilizadas na reivindicação de melhorias na estrutura e funcionamento da 7ªCiretran. Apenas 14 funcionários atendem diariamente uma média de 400 processos ou procedimentos, referentes aos 12 municípios da região. Agora, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) pede mais funcionários para a Ciretran, através de um ofício endereçado ao diretor do Detran, César Franco.
Nos últimos dois anos, o quadro de funcionários foi reduzido praticamente a um terço do anterior. Em 1995 eram 42 funcionários. Em contrapartida, a frota de veículos da região e o número de motoristas cresceram. Além de comprometer a qualidade dos serviços, o problema provoca constantes reclamações dos usuários.
Um comparativo com outras Ciretrans está sendo usado como demonstrativo das dificuldades. Em Ponta Grossa, são 29 funcionários para uma média de 320 processos por dia. Maringá tem 28 para 400 processos e Londrina, 32 funcionários para 510 processos.
Outra reivindicação é a reativação do posto do Banestado, que funcionava na Ciretran e permitia o recolhimento imediato de taxas. O posto foi desativado no ano passado. Desde então, os usuários precisam se deslocar até o centro da cidade, a 5 quilômetros de distância, e retornar depois.
UrgênciaA Associação Comercial e Industrial de Cascavel já havia pedido ao Detran a solução do problema. Segundo o empresário José Filippon, presidente do Conseg, a situação da Ciretran ‘‘é extremamente crítica e precisa ser mudada com a máxima urgência’’. O chefe da Ciretran, Fredolino Vieira, admite as deficiências e defende a mobilização da comunidade.

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