A Ciretran de Maringá já com tudo pronto para o primeiro leilão de motociclietas, todas apreendidas nos últimos cinco anos. O leilão será realizado no máximo na segunda quinzena de setembro. Serão ofertadas 150 motos dos mais variados modelos, marcas e potência. No total, são mais de 800 motociclitas e ciclomotores que tiveram o processo encerrado. Os compradores não poderão utilizar as motos. Elas só serão liberadas para desmanche ou ferro-velho.
O chefe do Detran regional Paulo Kato explicou que ‘‘não existe como regularizar a documentação das motos por causa das custas’’. Apenas a diária de permanência no pátio da Ciretran é de R$ 7,10, o que daria mais de R$ 210,00 por mês. ‘‘As motos que estão aqui há mais de dois anos não valem o valor das multas e diárias’’.
Kato explicou que, liberando a documentação, a Ciretran estaria contribuindo para a realização de negócios ilícitos. Como, por exemplo, um comprador utilizar apenas o chassi e os documentos para montar uma motocicleta com peças roubadas.
Segundo Kato, os proprietários normalmente não buscam o veículo devido aos valores de multas. ‘‘Quando somadas às diárias, as multas crescem ainda mais, desinteresando o dono de procurar a moto’’. Não existe como calcular o valor médio das motos devido as condições gerais de cada uma, a maior parte de média cilindrada. A intenção do órgão é fazer um leilão de moto a cada dois meses.

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