Curitiba - Os dirigentes do Circo Moscou, instalado em Curitiba desde o último dia 9, têm até o próximo dia 29 para esclarecer a situação legal da elefanta Bambi, que estaria de passagem pela cidade, depois de sair de São Paulo em direção a um parque temático no Chile. No momento, o animal está apreendido sob a guarda do circo e não pode ser deslocado sem autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Segundo o superintendente do Ibama no Paraná, José Álvaro Carneiro, o circo apresentou dois documentos - um xerox e outro preenchido na internet - de identificação do animal, nenhum deles válidos perante o órgão. Outro problema é que Bambi está registrada em nome de outro circo, o Orlando Orfei. Na última segunda-feira, técnicos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) tentaram ler a identificação, no chip que o animal tem na orelha, mas não obtiveram sucesso. Caso não se comprove a identidade da elefanta, até a data estipulada, ela será encaminhada a um santuário homologado localizado em Itatiba (SP).
O Circo Moscou já recebeu duas multas, uma do Ibama, no valor de R$ 5 mil, por falta de documentação, e outra de R$ 400,00 aplicada pela Prefeitura de Curitiba, devido à falta de alvará para funcionamento. A presença da elefanta também contraria uma lei municipal aprovada em 2007 que proíbe o uso de animais em espetáculos circenses. Apesar da confusão, a elefanta, de 46 anos e origem asiática, não está sofrendo maus-tratos.

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