Circo leva espetáculo de
graça para 2.500 pessoas
Milton DóriaPalhaços animam a platéia durante espetáculo gratuito

Lino Ramos
De Londrina

Um espetáculo para 2.500 crianças no circo de Beto Carrero, em Londrina, marcou ontem o Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência. A festa, com direito a pipoca, sorvete, refrigerante e transporte, foi organizado pela apresentadora de TV e presidente da Associação de Crianças com Câncer em Londrina, Cloara Pinheiro. Ela é membro da Casa de Apoio Madre Leônia, destinada a hospedar doentes de câncer que chegam à cidade para tratamento.
Há cinco anos, Cloara Pinheiro perdeu uma filha vítima de câncer. A apresentadora contou que resolveu chamar crianças portadoras de todos os problemas para o espetáculo em razão do preconceito que existe com os deficientes.
A doméstica Izilda Jorge, 41 anos, levou a filha Marcela, de 15 anos, que possui deficiência mental para o espetáculo. Segundo ela, todos os circos deveriam dar essa oportunidade às crianças. Marcela estava encatada com o show dos Dálmatas e com os animais em geral.
Éverson Soares, de 21 anos, estudante da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) ficava brabo quando alguém tomava sua frente. ‘‘Gostei bastante dos palhaços e do Globo da Morte’’. Jaqueline Aparecida Efigênio, 17 anos, portadora de Síndrome de Down, ficou encantada com os leões.
Ontem à tarde um grupo de funcionários da Secretaria de Ação Social distribuiu no Terminal Urbano de Transporte Coletivo mil panfletos com instruções sobre a maneira correta de tratar a pessoa portadora de deficência. Na opinião da socióloga Leila de Castro Murari, o maior preconceito ainda é o transporte coletivo. ‘‘Como a pessoa pode ir para o emprego se não há transporte?’’, questionou.

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