Cines de Maringá exigem carteira da UNE para direito ao meio-ingresso
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de agosto de 2001
Lucinéia Parra<BR>De Maringá 
Estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estão revoltados com a decisão dos cinemas da cidade de exigir a carteira emitida pela União Nacional dos Estudantes (UNE) para pagamento de meio-ingresso. Muitos foram surpreendidos com a nova regra no fim de semana. A maioria dos universitários não tem a carteira da UNE e até o início deste mês todos usavam o Registro Acadêmico (RA) para conseguir o desconto nos cinemas de Maringá.
De acordo com o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEM, Daniel Lopes de Assis, os cinemas estão sofrendo pressão da UNE. Ele afirma que a obrigatoriedade da carteirinha da entidade é o assunto mais polêmico entre os estudantes atualmente. Assis defende a gratuidade do documento, mas afirma que uma ala majoritária na UNE exige o pagamento da carteirinha, sob alegação de que o recurso arrecadado mantém a entidade. A Universidade Estadual de Maringá tem cerca de 10 mil alunos.
Para obter a carteirinha da UNE, o estudante tem que pagar R$ 15,00. É uma incoerência a de cobrança porque o direito constitucional de pagar meio-ingresso nos cinemas é do estudante, e não da UNE, argumenta. Assis defende ainda a extensão do benefício a todos os jovens até 21 anos. Acho que as pessoas que não têm acesso aos estudos também deveriam pagar só meio-ingresso nos teatros, cinemas e shows, diz.
De acordo com a funcionária do Cine Aspen Park, Maria Aparecida Alvas, a determinação exigindo a obrigatoriedade da carteirinha da UNE, da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), ou da União Municipal dos Estudantes (UMES) para pagamento de meio-ingresso, partiu das distribuidoras dos filmes. Estamos seguindo o que elas determinaram, afirmou. Segundo ela, a exigência começou a vigorar no dia 1º deste mês.


