'Cinegrafista' tumultua entrevista
Cinegrafista tumultua entrevista
Durante a entrevista coletiva feita para divulgar o documento da Corregedoria da Polícia Civil, o advogado Narciso Pires, do Movimento dos Direitos Humanos, interrompeu a conversa para identificar os repórteres presentes. O pedido causou um certo mal estar, principalmente quando um homem que estava filmando a reunião se apresentou como sendo João da Silva e disse que trabalhava como free lance. Perguntado para quem estava fazendo imagens ele respondeu: Para quem me pagar mais. Logo em seguida saiu rapidamente da sala.
A ação fez com que os integrantes da mesa saíssem atrás do cinegrafista. O deputado Irineu Colombo (PT) chegou a tentar segurar o homem, que correu em direção ao Palácio Iguaçu. Com o incidente outro sujeito que estava na entrevista saiu rapidamente do local. Com o mistério chegou-se a pensar que os homens eram integrantes da P-2, a polícia secreta da PM.
Mais tarde, o secretário da Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, disse que desconhecia fato e descartou que P-2 tivesse acompanhado a entrevista. A assessoria de imprensa da PM também garantiu que a polícia secreta não foi autorizada a participar do encontro.
Denuncia A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) pretendem denunciar internacionalmente o governo estadual por desrespeito dos direitos humanos. As entidades foram motivadas pela declaração do secretário da Segurança Pública, que considera inexequível a aplicação do provimento (determinação administrativa) baixado pela Corregedoria da Polícia Civil.





