Cinco dos 16 presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, aceitaram ontem a transferência para outros presídios. O grupo controla a PCE desde a noite de domingo. Os internos que desejam sair querem ser removidos para unidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. O pedido foi aprovado pelo Secretário de Estado de Segurança Pública, José Tavares. ‘‘O Estado só não pode concordar com a fuga destes presos. Não vamos medir esforços para conseguir a transferência destes presos’’, declarou ele, que chegou a oferecer um avião para fazer o transporte.
Tavares conversou com os líderes da rebelião por volta das 15 horas. Ele pediu um tempo para providenciar a transferência. As negociações só devem ser retomadas hoje, às 10 horas. Os detentos que devem ser removidos da PCE são: Vilmar Ferreira Pinto (presídio de Porto Velho, em Rondônia), João Wilson Rodrigues (presídio de Cuiabá, em Mato Grosso), Admar Maboni (Rondônia), Luiz Marcos da Silva Santos (presídio de Campo Grande, Mato Grosso do Sul) e Evanir Antônio Teles da Silva (Cuiabá ou Porto Velho).
Os demais líderes da rebelião estavam irredutíveis. Eles disseram que não aceitavam outra negociação, senão a fuga. Sete agentes penitenciários são mantidos como reféns. São eles: Antônio Air Senter da Silva, Paulino Lobato Custódio, José Maria Donato, Osney Carlos Vivi, Elocio dos Santos de Souza, Mauro da Silva e Ivaldir Pereira de Jesus. Os rebelados pedem que o Estado forneça sete pistolas, dois automóveis da marca Tempra, um carro-forte e 16 coletes à prova de bala.
‘‘Não é possível favorecer a fuga. O Estado não pode concordar com isto’’, afirmou José Tavares, durante a negociação com os presos por volta das 15 horas de ontem. ‘‘Não há condições de acatarmos ou autorizarmos uma fuga. Vamos negociar até a exaustão’’, complementou Carlos Maranhão, secretário interino de Estado da Justiça. Do lado do presídio, um dos presos gritou: ‘‘se tivesse gente aqui do alto escalão, vocês já teriam feito.’’ Tavares respondeu: ‘‘podem ter certeza que eles valem muito para nós’’. O procurador Dartagnan Cadilhe Abilhôa, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), avaliou a negociação como positiva. ‘‘Eles já começaram a ceder’’, disse.

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