Cinco pessoas são baleadas em Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de abril de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Como fazia praticamente todos os dias, o estudante Robson Fugikawa Andrade, 18 anos, saiu da casa dos pais na Vila Casoni (Área Central de Londrina) logo após o almoço com destino à empresa da família. Mas assim que saiu na rua, foi ferido com um tiro na cabeça provavelmente disparado por dois homens em uma motocicleta na esquina das ruas Tinguis com Tapajós. Desgovernado, o carro dirigido pelo estudante percorreu cerca de 20 metros e derrubou as paredes de uma casa na Rua Tapajós. Uma câmera de segurança que monitorava o portão da casa da vítima pode ter gravado a ação. Além do estudante, que acabou morrendo no final da tarde, outras quatro pessoas foram vítimas de disparos de arma de fogo. A segunda ocorrência foi registrada na Vila Santa Terezinha, na Zona Leste (veja box).
Um vizinho do estudante contou à Folha que por volta de 12h30 escutou estampidos de tiros e logo em seguida ouviu o estrondo provocado pelo choque do carro ocupado pelo estudante um Ford Courrier com placas de Londrina contra a parede da casa em frente. ''O carro ficou funcionando'', disse o morador. Ele contou que outros moradores da rua teriam visto dois homens em uma motocicleta saírem em alta velocidade logo em seguida.
Uma viatura da Patrulha Escolar que passava pelas imediações acionou o Siate. Os socorristas encontraram o estudante sem consciência e quase sufocado pelo sangue que saia do ferimento à bala no lado esquerdo da cabeça. O rapaz foi atendido no local por cerca de meia hora até ter suas funções vitais estabilizadas e pudesse seguir para o pronto-socorro da Santa Casa. Segundo informações do hospital, ele não resistiu e acabou morrendo às 17h55. A mãe do estudante teve uma crise nervosa e precisou ser atendida por uma viatura do Samu.
O tenente da Polícia Militar (PM), Ricardo Eguédis, confirmou que dois rapazes usando uma motocicleta azul foram vistos no local logo após os disparos. Ele informou que o estudante fazia serviços de banco para a empresa do pai. O malote contendo cheques e outros documentos que estava com a vítima não foi roubado.
Mesmo assim, o tenente considerou a hipótese de tentativa de assalto, já que a família garantiu que o estudante não estaria sendo ameaçado nem teria rixa com ninguém. Eguédis antecipou que solicitou à família a câmera de segurança que monitora o portão de entrada da casa do estudante, que pode ter gravado a movimentação.


