Cinco ônibus atendiam os poucos passageiros
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de janeiro de 1997
Da Redação 
Milton DóriaColaboraçãoManoel Lopes: TCGL também contribui para melhoria do transporte
A empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) começou a executar o serviço na Cidade em 1958 - na época era chamada de Irmãos Lopes. A pedido do prefeito Antônio Fernandes Sobrinho, colocamos cinco ônibus para operar, lembra o diretor da empresa, Manoel Lopes.
Ele conta que a família já atuava no ramo de transportes em São Paulo e que o serviço em Londrina era bastante difícil de ser executado, já que haviam poucos passageiros e as condições das estradas eram bastante precárias.
A situação começou a melhorar, segundo Manoel Lopes, no início da década de 70, quando Londrina começou a se expandir, com a vinda de indústrias, pavimentação nas ruas e a implantação de bairros populares na periferia. Em 1976, a prefeitura fez uma concorrência pública, ganha pela Grande Londrina. Preenchemos todas as exigências do edital de concorrência, observa. O contrato foi válido por 10 anos. Na época, a empresa possuía uma frota de 120 ônibus.
Pedido de
prorrogação do
contrato foi negado
pelo ex-prefeito
Em 1987, o contrato foi renovado por mais 10 anos, mas já se discutia a questão do monopólio da Grande Londrina. A prorrogação foi traumática, lembra.
Em junho do ano passado, a empresa enviou ofício à prefeitura requerendo nova prorrogação do contrato de concessão por mais 10 anos. O pedido foi negado pelo então prefeito Luiz Eduardo Cheida.
Manoel Lopes observa que a empresa não vem sendo apenas uma simples operadora do serviço, mas participa também da melhoria do transporte coletivo. Para citar como exemplo, ele lembra que, na década de 80, entregou projetos à prefeitura de construção do Terminal Urbano e de seis terminais de bairro que serviriam de integração do transporte.
(Lucília Okamura)


