Curitiba Quatro homens e uma mulher foram executados na madrugada de ontem na área de invasão conhecida por Ilha do Mel, no bairro Uberaba, em Curitiba. A hipótese levantada pela Polícia Militar é que a chacina tenha sido motivada por desentendimento entre gangues rivais. A Delegacia de Homicídios é que vai investigar o crime. A polícia já identificou um dos assassinos, mas até a tarde não tinha conseguido prendê-lo.
A mulher, identificada apenas como Denise, foi morta dentro de casa com golpes de machado na cabeça. Ela estava com as mãos amarradas na cabeceira da cama. As outras quatro vítimas estavam em um barracão a 50 metros da casa e foram mortos a tiros também na altura da cabeça. Apenas um deles, Jadir Marcos Barbosa (vulgo Negão), 24 anos, portava documentos. Os demais foram identificados pelos apelidos de Zé, Bicão e Paraíba, com idade entre 35 e 40 anos. A polícia suspeita de que eles tenham sido surpreendidos enquanto dormiam.
Antes desses crimes, houve outras cinco mortes entre os grupos rivais. Segundo o superintendente da Delegacia de Homicídios, Neimir Cristovão, houve um roubo em meados do ano passado, do qual participaram as gangues do Jorge e do Lobinho (a polícia ainda não tem o nome completo). Costelinha e Milico, ambos da gangue do Lobinho, não repassaram parte do material para Jorge. Em razão disso, ele mandou que Ronaldo Gonçalves os matasse, no fim do ano passado.
O menor M.A.N., de 17 anos, teria sido incumbido por Lobinho de matar Gonçalves, o que ocorreu na sexta-feira passada. Como dois adolescentes - Diego Ribeiro, 15, e Jeferson da Silva, 17 - estavam com Gonçalves, também foram mortos. Com essas baixas, Jorge saiu à caça de Lobinho. A tia dele, Denise, teria acobertado o crime e esse seria o motivo de sua execução.

mockup