Cinco mil armas são destruídas no Rio de Janeiro
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domingo, 06 de julho de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro Cerca de 5 mil armas foram destruídas ontem no Aterro do Flamengo pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. No decorrer desta semana, o governo do Rio vai cobrar do governo federal maior empenho pela aprovação, no Congresso, de ''leis mais duras'' para inibir o comércio de armas no País. ''Faremos uma campanha de pressão, no sentido de aprovar leis mais duras para tirar de circulação as armas de fogo no País'', afirmou o subsecretário da Segurança Pública do Rio, delegado federal Marcelo Itagiba, durante a solenidade.
Este é quarto ano consecutivo que o governo do Rio organiza evento para a destruição de armas. Em 2000, foram 2 mil; em 2001, 100 mil armas, e, em 2002, 10 mil. Será encaminhado aos ministérios da Justiça e da Defesa um relatório sobre as apreensões realizadas no Estado foram 43 mil armas desde 1999. ''Estamos enxugando gelo, para a felicidade da indústria de armas e do comércio legal e clandestino de armas'', disse o presidente do Instituto de Segurança Pública do Rio, coronel Jorge da Silva.
Parentes de vítimas da criminalidade compareceram ao ato, entre eles os pais da adolescente Gabriela Prado Maia Ribeiro, assassinada em março, aos 14 anos, na estação de metrô da Tijuca, na zona norte. ''Somos vítimas da violência, mas ao mesmo tempo precisamos ter um sentimento de esperança, de que alguma coisa pode mudar. A gente tem que se unir nessa luta contra a violência'', disse a mãe de Gabriela, Cleyde Prado Maia.
''A alternativa é ocupar cada vez mais o espaço que bandidos estão ocupando. O confronto pode acontecer, isso faz parte do trabalho, a partir do momento em que começamos a morar lá. É normal, porque você ainda tem a presença de bandidos armados na favela. O confronto passa a ser uma coisa natural de acontecer; o que a gente não pode é deixar que eles (os criminosos) vençam; e ocupar cada vez mais o espaço'', declarou o comandante da PM, tenente-coronel Renato Hotz, numa referência aos confrontos ocorridos na Avenida Brasil e na Linha Amarela entre traficantes e policiais do Batalhão da PM, instalado na semana passada no complexo da Maré. O batalhão é o primeiro instalado em uma favela, e tem muros e guaritas blindados.
Segundo o coronel, a partir de hoje serão removidos contêineres na Avenida Brasil que, segundo a polícia, servem de abrigo para traficantes da Maré.


