Curitiba - Dois jovens, de 20 e 18 anos, foram presos acusados de atirar contra uma viatura policial na madrugada de ontem, no bairro Cajuru, em Curitiba. Um deles, estava sendo procurado pela polícia por suspeita de homicídio. Outros três jovens, com idades entre 18 e 28 anos, foram presos acusados de crime virtual. A Delegacia de Furtos e Roubos suspeita que eles integram uma quadrilha que captura dados bancários e pessoais de internautas por meio de um e-mail falso.
Robinson Gonçalvez, de 18 anos, mais conhecido como Robinho, e Odair Candido de Oliveira, de 20 anos, foram detidos numa casa na Rua Amilton de Oliveira, depois de uma busca policial no bairro. Com os garotos, a polícia encontrou 2 revólveres calibre 38 e 20 munições. Eles foram encaminhados para o 3º Distrito Policial, acusados de porte ilegal de arma. ''Robinho'' também estava sendo procurado pela polícia acusado de matar uma pessoa há 15 dias. A polícia não deu mais detalhes do suposto crime.
Já a Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba prendeu os três jovens hackers em um hotel no centro de Curitiba. Diego Leão Aguiar Severo, 20 anos, Fabrício Evangelista, 28, e Carlos Henrique, 18 anos, são acusados de desviar dinheiro da conta de pessoas físicas, através de um e-mail que, ao ser aberto, possibilita a invasão do hacker.
O delegado Rubens Recalcatti explicou que os hackers usavam o e-mail, chamado ''Cavalo de Tróia'', para abrir caminho e entrar no computador das pessoas ou empresas. ''Através do e-mail, os dados pessoais são coletados e a transferência de dinheiro é feita'', disse o delegado. Com os acusados, a polícia aprendeu uma placa HD e um computador que era usado pela quadrilha. A polícia disse ainda que a quadrilha deve ter integrantes em outros estados.
Para conseguir sacar o dinheiro das contas das vítimas, a quadrilha abriu duas contas bancárias, para onde o dinheiro era transferido. O delegado conta que as últimas transferências foram em valores pequenos, mas a polícia está pedindo a quebra de sigilo bancário das duas contas para descobrir o valor do golpe aplicado. Severo e Carlos Henrique não tinham passagens anteriores pela polícia. Já Fabrício Evangelista tem passagens pelo sistema penitenciário. Os três vão responder inquérito policial. A polícia trabalha agora na identificação de novos integrantes da quadrilha.

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