Cinco inquéritos apuram irregularidades na AMA
Lúcio Horta
De Londrina
O delegado do 4º Distrito Policial de Londrina, Joaquim de Melo, abriu ontem cinco inquéritos para investigar denúncias de irregularidades na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA). As investigações referem-se aos contratos da autarquia com as empresas Vêneto, Ecodata, Sistema, Londri Areia e Oficina Três Marcos. Um sexto inquérito, para investigar a compra irregular de marmitex, também deverá ser instaurado nos próximos dias.
Começamos a ler os documentos para depois saber quais serão as providências. São mais de mil folhas, afirmou o delegado, que foi indicado para o caso na última quinta-feira pelo delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes. Até o final da semana, Joaquim de Melo pretende começar a ouvir as primeiras testemunhas.
Os documentos que supostamente comprovam as irregularidades foram encaminhados à polícia no início do mês pelo promotor Bruno Balatti, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O Ministério Público investiga a AMA desde fevereiro, quando surgiram as primeiras denúncias de faturamento em contratos de roçagem com a Tâmara.
De lá para cá, surgiram várias outras denúncias. Entre elas estão o desaparecimentos de processos de licitação que justificariam os pagamentos realizados às empresas Vêneto e Sistema, de Curitiba, e Ecodata, de Araucária; pagamento de 1,8 mil lixeiras à Três Marcos, sem que os equipamentos tenham sido entregues; o pagamentos de outras 1,5 mil lixeiras, com processo de licitação forjado; pagamento para empresa Londri Areia de materiais de construção, depois que ela tinha fechado etc. No total, mais de R$ 2 milhões podem ter sido desviados dos cofres da AMA.





