Cinco filas e espera de até uma hora e meia. Estas são as dificuldades enfrentadas pelos usuários da 12 Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), em Londrina, interessados em renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou regularizar a documentação de veículos. Apesar das reclamações relativas à espera e da quantidade de filas, o serviço é considerado ''ágil'' pela população e a chefia do órgão aguarda a resposta do Departamento de Trânsito (Detran) para a contratação de mais seis funcionários, que garantiriam maior velocidade ao atendimento.
De acordo como chefe da 12 Ciretran, Rubens Loureiro, a cinscunscrição chega a atender mensalmente até 15 mil usuários. ''Em dias tranquilos, a espera é de 15 minutos. Mas quando o fluxo é grande as pessoas têm que aguardar até 1 hora e meia para o atendimento'', lembrou.
Parte dos serviços é terceirizado. Segundo Loureiro, o exame médico é realizado em convênio com uma clínica médica curitibana. Já o atendimento bancário para pagamento das taxas é prestado pelo Banco Itaú. Para dar entrada nos pedidos de documentação, o usuário deve entrar na primeira fila para pegar uma senha de atendimento. Esta senha o leva à segunda fila, do balcão para entrada do processo. A terceira fila, no guichê do banco, é para pagamento da taxa; na quarta fila, o usuário aguarda para tirar fotos para a CNH; e por último, ele se dirige à área para exames médicos.
A quantidade de filas é justificada pelo chefe do órgão por uma medida tomada há 10 anos com o objetivo de garantir mais praticidade e agilidade aos serviços. ''Desta forma, a pessoa dá entrada no processo, paga a taxa (de R$ 53, no caso da renovação de CNH), tira a foto e faz o exame médico, tudo no mesmo local'', disse.
''A quantidade de filas realmente incomoda. É muita coisa'', reclamou o vendedor José Rodrigues, que tentava ontem renovar a CNH. ''Estou esperando aqui há mais de uma hora'', continuou. ''A localização do Ciretran (na Vila Iara, Zona Norte) já atrapalha. Até considero o serviço ágil, mas poderia ser mais rápido. Muita gente precisa disso aqui'', apontou o também vendedor Laércio Martins.
Segundo Loureiro, a quantidade de pessoas atendidas mensalmente é tida como normal. ''Eventualmente, recebemos ônibus com pessoas do interior de São Paulo, principalmente de Assis (127 km ao norte de Londrina), que vêm até aqui em busca de rapidez e serviço mais barato, já que o preço da renovação no Paraná chega a custar um terço do valor cobrado em São Paulo. Nesses dias a situação fica um pouco mais complicada, mas legalmente não há nada que possa ser feito para proibí-los'', afirmou Loureiro.
Problemas como eventuais demoras no atendimento são resolvidos diretamente pelo chefe, que desloca funcionários de outros setores ou cobra das gerências do banco ou do convênio médico a agilização dos processos. ''Não recebemos muitas reclamações a esse respeito mas já estamos pleiteando junto ao Detran a contratação de pelo menos mais seis funcionários'', destacou.

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