Cincão vai ganhar biblioteca e auditório para 350 pessoas
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sexta-feira, 10 de janeiro de 1997
Apolo Theodoro 
Mário CésarColetivaSecretários Virmond e Ângela Marçal: anúncios de medidas que vão agitar a vida cultural da Cidade
O Cincão saiu na frente. Uma biblioteca com auditório para 350 pessoas, essa a boa nova que o secretário de Cultura do Estado, Eduardo Virmond, trouxe para os moradores da zona norte de Londrina. O anúncio foi feito ontem à tarde, na Secretaria Municipal de Cultura, em entrevista coletiva à imprensa, na qual Virmond estava acompanhado da secretária municipal de Cultura, Ângela Marçal.
As novidades não param por aí: um centro de estudos musicais no antigo Cadeião da rua Sergipe; o aluguel, ainda este ano, de um armazém no centro da cidade que terá auditório e salas para palestras e outras atividades culturais; e uma ajuda para restaurar os pontos mais críticos do Cine Teatro Outro Verde - esses os principais objetivos da Secretaria Estadual de Cultura em Londrina.
A ser construída numa área pública de aproximadamente 12 mil metros quadrados, ao lado de uma escola municipal, a futura biblioteca da zona norte estará localizada em local estratégico: avenida Saul Elkind, na altura do conjunto Manoel Gonçalves 2, próximo ao trevo de acesso ao patrimônio do Heimtal, ou seja, numa posição equidistante em relação aos conjuntos habitacionais da região.
Virmond disse que o Estado tem a obrigação de dar essa biblioteca para Londrina e que uma obra desse porte na zona norte da Cidade não só é plenamente justificável como já está chegando tarde.Só não começamos a construí-la antes porque o prefeito Cheida disse que não tinha conseguido o terreno e, sem terreno, não podíamos fazer o projeto. Agora, numa tarde, conseguimos encontrar o terreno e num local muito bom, disse Virmond.
Com a biblioteca, continuou o secretário, uma população de aproximadamente 120 mil pessoas, maior do que 90% das cidades do Paraná, terá a oportunidade de ter acesso à cultura, principalmente os jovens estudantes que não precisarão mais se deslocar para o centro da Cidade para fazer consultas na biblioteca central.
Segundo ele, o Estado arcará com todas as despesas de construção e instalação da biblioteca, que terá inicialmente 8 mil livros e deverá ser uma das maiores do interior do Estado. Mas ele não sabe quanto vai custar a obra e nem se existem recursos no orçamento para tal - Não me perguntem nada sobre dinheiro que não sei -, apenas disse que os recursos o governador Jaime Lerner se encarregará de providenciar.
Virmond adiantou que, nos próximos 10 dias, um arquiteto da Secretaria de Cultura estará por aqui para conhecer a topografia do terreno e iniciar os estudos para a elaboração do projeto arquitetônico. E garantiu que, se a burocracia deixar e não aparecer ninguém querendo parar a obra por causa de licitação, a biblioteca será entregue até o final do governo Lerner.
Ele também falou sobre o centro de estudos musicais, a ser implantado no antigo Cadeião da rua Sergipe após a reforma e readequação daquele espaço. Para não deixar dúvidas e alimentar discórdias, o secretário adiantou que o centro não será uma escola de música, e sim um local dotado de auditório e estúdios para os músicos tocarem à vontade sem perturbar a vizinhança. Ele não disse quando serão iniciadas as reformas do Cadeião.
Quanto à restauração do Ouro Verde, Eduardo Virmond observou: O caso ali é complicado, queremos ver o que se pode fazer, mas de maneira simples, quem sabe acabar com a infiltração de água, com os problemas de acústica. Estamos conversando com o Carlos Eduardo Lourenço Jorge, diretor do Ouro Verde, pra ver o que se pode fazer. Virmond destacou que a sua Secretaria continuará fazendo o Festival de Música, mas que o Festival de Teatro é da dona Nitis e da UEL, e vai continuar assim. Este ano, adiantou o secretário, o Festival terá apoio bem mais modesto que os R$ 300 mil do ano passado. Ele não disse quanto.


