Curitiba - Restos de óleo, fundos de tanques de combustíveis, papel ou plástico contaminado com óleo ou graxa, areia de fundição. Materiais não-recicláveis e altamente poluentes que podem ser reutilizados e eliminados através do co-processamento. Foi assim que a Companhia de Cimento Itambé substituiu 15% de toda sua energia térmica consumida na fabricação de cimento.
De acordo com o gerente de co-processamento da companhia, Ronaldo Ferrari, o projeto começou em 1983, sendo um dos pioneiros no Brasil, e hoje co-processa cerca de 45 mil toneladas de resíduos industriais por ano. Mais de 100 empresas geradoras de resíduos enviam o material para a cimenteira. As próprias empresas transportam o produto, que tem que ser tratado antes de ir para o forno. O preço do co-processamento custa em média entre R$ 150 e R$ 200 por tonelada.
No co-processamento, ao mesmo tempo em que o clínquer (matéria-prima do cimento) é produzido, os derivados industriais são dosados no forno e incorporados ao cimento, fornecendo parte da energia térmica necessária. A temperatura média no forno de clínquer atinge 1.450º Celsius, provocando a destruição térmica dos materiais industriais. As cinzas remanescentes do processo de queima são incorporadas ao clínquer.

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