Ciganos vão regularizar documentos no Paraná
A regularização da documentação de 600 mil ciganos que percorrem o Brasil deverá ser realizada no Paraná. Na quarta-feira passada, em reunião, em Brasília, entre a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Procuradoria Geral da República, Ministério da Justiça, Supremo Tribunal Federal e a Associação de Preservação da Cultura Cigana de Curitiba foi decidida a criação de um grupo no Estado, que vai atuar junto a esta etnia, fornecendo registros oficiais de nascimento, casamento, reservista e eleitoral.
O presidente da associação cigana, Claúdio Iovanovitchi, conta que a proposta é reunir diversas entidades públicas na fábrica da associação, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Neste local seria feita uma triagem, verificando quais ciganos possuem documentos, informa, acrescentando que aqueles irregulares conseguiriam a documentação rapidamente. A estimativa é que 90% dos ciganos estejam fora dos registros oficiais do governo.
A data exata para a criação do órgão ainda deve ser estabelecida em reunião em janeiro. Iovanovitchi acredita que desta vez o projeto saia do papel, já que a coordenação ficará ao encargo direto do Ministério da Justiça.
Claúdio Iovanovitchi conta que, regularizada a situação de seu povo, pretende propor a criação de uma fundação de proteção aos ciganos. Ele sugere que a fundação tenha os mesmos moldes da Fundação Palmares, voltada aos negros, e a Funai (Fundação Nacional do Índio). Essas duas instituições são mantidas pelo poder público. Que outra minoria, além dos ciganos, precisa do mesmo tipo de ajuda, dada a negros e índios?, pergunta-se. (I.R.)





