Londrina - Para tentar evitar uma nova epidemia de dengue, ao menos três municípios estão recorrendo a drones - veículos aéreos não tripulados. O objetivo é localizar áreas de risco de proliferação do mosquito transmissor da doença. Os equipamentos já estão em operação nas cidades paulistas de Santos e Limeira.
A cada voo, uma câmera acoplada ao drone mapeia pontos de difícil acesso para os agentes de saúde, como caixas d’água de prédios altos, mata fechada ou imóveis abandonados, em busca de criadouros e de água parada. Com as imagens como prova, as prefeituras conseguem pressionar, sob pena de multa, os proprietários que negam acesso aos agentes.
Limeira registrou 635 casos em janeiro, ante 700 registros em todo o ano passado. No primeiro voo, quando o aparelho foi testado, a câmera flagrou caixas d’água de prédios com vazamentos e lajes com criadouros em potencial. A diária do aparelho, que é alugado, custa R$ 1 mil. "Você tem que usar todas as armas e incorporar a tecnologia que surgir", diz o secretário da Saúde, Luiz Antônio da Silva.
Em uma demonstração em Santos, em poucos segundos, o equipamento emprestado - avaliado em cerca de R$ 8 mil - mostrou, na tela do operador, cenas de criadouros em potencial, que poderiam demorar meses para ser detectados. A cidade registrou sete casos de dengue no mês passado, e em 2014 acumulou 2.214 registros da doença.(Com Agência Folha)

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