Curitiba Moradores de Campo Largo, Almirante Tamandaré e Araucária (Região Metropolitana de Curitiba) querem adiar as audiências públicas que irão discutir o relatório de impacto ambiental (Eia-Rima) do Contorno Ferroviário a partir de 2 de dezembro. A intenção é ganhar tempo para que o projeto seja melhor discutido com as comunidades envolvidas.
O novo traçado vai retirar a linha férrea que corta 12 bairros de Curitiba, mas passará por 186 propriedades a maioria na zona rural dos municípios de Almirante Tamandaré, Araucária, Campo Largo e Campo Magro. As obras estão sendo licitadas pela Prefeitura de Curitiba. Para dar continuidade ao processo, no entanto, a prefeitura depende da aprovação do Eia-Rima pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A moradora da região de Ferraria (Campo Largo), Ivana Costa Nasser, afirmou que a grande preocupação da população desses municípios é com o impacto do ramal ferrovário no meio ambiente, já que o traçado vai cortar as Áreas de Proteção Ambiental do Passaúna e do Rio Verde, ambos mananciais de abastecimento.
Segundo ela, o Conselho de Meio Ambiente de Campo Largo vai interferir para que a audiência seja adiada. Os moradores também defendem que novos traçados sejam estudados. ''Não somos contra a ferrovia. Somos contra que ela seja imposta pela Prefeitura de Curitiba e passe por uma área tão importante para a preservação ambiental'', declarou Ivana Nasser.

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