Cidades pequenas são opção
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sábado, 07 de agosto de 2010
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
Ribeirão do Pinhal - O ar puro e calmaria têm atraído pessoas que passaram a vida trabalhando em cidades grandes para municípios menores. Um exemplo é Ribeirão do Pinhal (Norte Pioneiro). Com 13,5 mil habitantes, a cidade tem sido o destino de quem busca uma vida menos estressante e o merecido descanso.
O casal José Evangelista, 62 anos, e Luiza Rodrigues Santos, 59, morava na capital paulista e diz que uma das maiores dificuldades era o tempo que se levava para ir ao trabalho por causa da distância e do trânsito. Ele diz que durante a juventude morou no Norte do Paraná, mas foi embora para a grande São Paulo em busca de melhores oportunidades. Ribeirão do Pinhal apareceu por acaso na vida dele e da mulher. ''Nós íamos para Figueira (Norte Pioneiro), mas viemos visitar um irmão e ficamos por aqui mesmo'', diz.
A mudança aconteceu em 2005. ''Foi a melhor escolha que fizemos'', afirma Santos. Uma carência das cidades pequenas é a falta de assistência médica, mas para Luiza o fato de não existir poluição acaba beneficiando tanto a saúde que isso se torna um mero detalhe. ''Aqui não tem o estresse.''
Outro benefício das cidades menores é o baixo índice de violência. Essa foi a conclusão não só do casal Santos, mas também de Edmilson Lins, 52, que por anos trabalhou em uma montadora de carros, também em São Paulo. Ele viveu na correria da cidade grande por 29 anos e durante uma de suas férias acabou em Ribeirão do Pinhal. Assim que se aposentou, em 2007, mudou-se para o Norte Pioneiro.
Hoje orgulha-se de poder pescar ou mesmo ver o tempo correr sentado na área de casa, mas antes vivia com medo. ''Aqui você vive de maneira saudável, lá em São Paulo eu saía sem saber se ia voltar''.


