Os municípios de União da Vitória e Porto União, na divisa com Santa Catarina, têm esquemas preventivos para não ficar sem água. A Sanepar divulgou nota oficial no final da tarde de ontem informando que vai ser instalada uma barreira para proteger o ponto de captação no rio Iguaçu. São 73 mil pessoas das duas cidades que dependem da estação que trata 200 litros por segundo.
Caso a mancha de óleo chegue a União da Vitória e invada a região onde a água é captada, caminhões pipa devem fazer o atendimento a população. Técnicos da Sanepar de Curitiba estão na cidade trabalhando para criar o esquema de proteção do manancial. O presidente da companhia de águas do Estado, Carlos Teixeira, sobrevoou ontem à tarde a área do vazamento acompanhado do governador Jaime Lerner.
Teixeira disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que está confiante na redução do avanço da mancha. ‘‘É provável que a mancha de óleo seja contida nas barreiras montadas em Balsa Nova e não chegue a nossa captação em União da Vitória’’. Lerner declarou que ‘‘apesar da responsabilidade ser da Petrobrás, vamos nos empenhar ao máximo’’ na operação de contenção da mancha de óleo.
A Copel montou uma central de operações na Repar em Araucária para acompanhar os trabalhos de combate a mancha. Ela conta com 12 engenheiros que trabalham no Laboratório Central de Pesquisa e Desenvolvimento e na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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