Cidades médias terão novo sistema de transporte coletivo
O Serviço Social Autônomo Paranacidade, empresa vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Urbano, iniciou um treinamento sobre transporte coletivo dirigido a técnicos de municípios de porte médio e pólos do Estado. Até junho, o curso vai orientar equipes técnicas das prefeituras nas áreas de planejamento, controle de tarifa, fiscalização e integração de transporte urbano, usando como exemplo o sistema implantado em Curitiba há 25 anos.
Já foram treinados 20 técnicos da Foztrans, empresa gerenciadora do transporte coletivo de Foz do Iguaçu. No ano passado, o Paranacidade ofereceu o treinamento para técnicos dos municípios de Cambé, Ibiporã, Londrina, Sarandi, Maringá e Paiçandu.
Em julho, governo e municípios começam a discutir novos arranjos institucionais para dar às prefeituras condições de planejar e gerenciar o seu sistema de transporte. O debate vai envolver operadores, usuários e o Legislativo municipal.
Ao todo, vamos treinar técnicos de 27 municípios médios e pólos do Estado. Estes municípios poderão adotar o mesmo arranjo institucional de Curitiba, que faz com que o sistema de transporte da capital funcione bem há 25 anos, diz o diretor de operações do Paranacidade, Roberto Dimas Del Santoro.
Segundo Santoro, arranjo institucional é a relação existente entre o poder concedente (prefeituras), operadores e usuários, que permite o monitoramento da tarifa, a justa remuneração dos serviços prestados e, inclusive, exerce forte influência no crescimento da cidade para uma determinada região. A mudança do arranjo institucional, segundo Santoro, deve levar dois anos e meio e terá o apoio financeiro de um fundo do governo japonês.
Todo este trabalho faz parte do Programa de Assistência ao Transporte Coletivo Urbano, coordenado pelo Paranacidade. Pode-se evitar muitos transtornos e o congestionamento de vias urbanas se uma visão sistêmica de transporte urbano for incorporada às diretrizes de planejamento e crescimento das cidades antes que elas atinjam 1 milhão de habitantes, explica Roberto Del Santoro.
A partir de 100 mil habitantes, as cidades precisam começar a cuidar da organização dos sistemas de transporte urbano e verificar suas relações com o sistema viário e padrões de uso do solo, completa.
De acordo com o diretor do Paranacidade, as cidades devem definir mecanismos reguladores e ter capacidade técnica para projetar, avaliar e implementar soluções para o transporte público que sejam sustentáveis. Este treinamento que estamos oferecendo é o primeiro passo para criar uma massa crítica capaz de apoiar as informações necessárias para o desenvolvimento desse programa sustentável, afirma.
O treinamento conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e é ministrado por consultores e especialistas da Prefeitura de Curitiba.





