O Interior e a região litorânea respondem por 58,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de todo o Estado, que em 2008 totalizava R$ 179,2 milhões. Embora haja concentração de recursos na capital e região metropolitana que, mesmo tendo população e área menores, acumulam 41,7% da riqueza gerada, o coordenador do Núcleo de Macroeconomia e Análise Conjuntural do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Fernando Raphael Ferro de Lima, compara que ''é menos expressiva que em outros estados''.
Para Lima, a descentralização decorre da presença de várias cidades médias interioranas. Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa e Paranaguá (no litoral) representam, juntas, 35,5% do PIB do Interior e demais áreas. Com relação ao índice geral do Estado, os seis municípios e respectivas regiões metropolitanas totalizam 20,5%.
Segundo ele, essa configuração revela, nas cidades médias, uma tendência verificada principalmente na capital: a migração de moradores de localidades menores em busca de oportunidades de trabalho e estudo. ''Nesses municípios, assim como em Curitiba, a população cresce mais rápido'', observa.
O maior desequilíbrio entre RMC e demais regiões diz respeito ao PIB per capita, ou seja, a quantia média que coube a cada paranaense no decorrer do ano. Enquanto na capital e adjacências o índice era de R$ 23 mil por pessoa, em 2008, no interior o valor ficou em R$ 14,2 mil per capita. A diferença indica que a RMC é relativamente mais rica que o restante do Estado.
A forte presença da indústria petroquímica e das montadoras de automóveis explicam o PIB elevado da RMC e, também, a concentração de 41,6% do PIB do setor industrial. Por outro lado, é possível que a capital concentre, também, mais pessoas pobres em função da maior densidade demográfica.
Interior e litoral respondem por 94,2% do PIB agropecuário, por causa ''da disponibilidade de áreas, do clima e do solo''. (C.A.)

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