Cidades destelhadas esperam por ajuda
Sid Sauer
De Campo Mourão
As prefeituras de Corumbataí do Sul e de Barbosa Ferraz, na região de Campo Mourão, ainda não tinham recebido, até ontem à tarde, as telhas pedidas à Defesa Civil do Estado para cobrir as casas que tiveram seus telhados destruídos por uma chuva de granizo na semana passada. O temporal aconteceu há 10 dias. Juntas, as duas cidades precisam de cerca de 27 mil telhas de cimento amianto para 700 casas.
A situação é mais crítica em Corumbataí do Sul, onde o granizo destruiu o telhado de 499 casas 330 no perímetro urbano e 169 na zona rural. Segundo o prefeito Jair Cândido de Almeida (PFL), o município precisa de 24 mil telhas, mas só recebeu a promessa da Casa Civil de 4 mil telhas até a semana que vem. A princípio, me ofereceram mil telhas, mas eu recusei, disse o prefeito. Eu já estava em Ponta Grossa, voltando, quando me ligaram oferecendo as 4 mil.
A promessa da Casa Civil é que as primeiras 1.500 telhas cheguem à cidade ainda hoje e que as outras 2,5 mil na semana que vem. O chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda, disse que posteriormente serão enviadas telhas até se chegar a 10 mil, disse Almeida. Mas nós temos urgência. De acordo com o prefeito, a prefeitura precisa de pelo menos 10 mil telhas para resolver a situação das famílias que vivem em carência absoluta.
Até ontem, segundo Almeida, apenas as 28 casas de conjuntos da Cohapar, que têm seguro, e uma outra minoria tinha comprado as telhas. O restante está debaixo da lona até agora, frisa o prefeito. Na semana passada, a prefeitura distribuiu 22 mil metros quadrados de lona para os moradores que tiveram suas casas atingidas. Almeida também está tentando obter ajuda do governo federal, em Brasília. Vamos ver se conseguimos alguma coisa.
Em Barbosa Ferraz, a chuva de granizo destelhou cerca de 200 casas no distrito de Ourilândia. Também me prometeram mil telhas, mas isso não resolve o nosso problema, diz a prefeita Elza Marques Gonçalves (PFL). Um levantamento feito pela prefeitura mostra que o distrito precisa de quase 5 mil telhas, mas o município já comprou 1,7 mil. Tivemos que fazer uma compra na base do fiado porque as famílias estavam na chuva, frisa Elza.
As telhas compradas pela prefeitura serviram apenas para fazer a cobertura parcial de parte das casas atingidas. A prefeita vai viajar amanhã para Curitiba especialmente para pressionar a Defesa Civil a liberar mais 3 mil telhas de cimento amianto. Ela não soube dizer, ontem, quando chegarão as primeiras mil telhas prometidas. Elza reclama que o processo para se fazer os pedidos à Defesa Civil é muito burocrático.





