Cidade traça plano para resíduos de construção
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O poder público e profissionais da construção civil de Londrina se apressam para atender as exigências da resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 5 de julho de 2002. O documento exige que, a partir de julho, os municípios brasileiros cessem a disposição de resíduos de construção civil em aterros de resíduos domiciliares e em áreas de ''bota-fora''.
Os problemas provocados pelo despejo de entulho próximo a áreas residenciais ou de preservação ambiental podem ser verificados em diferentes regiões de Londrina. A diretora de transportes e operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rosimeiri Suzuki Lima, lembra que no ano passado foi criado um comitê para estudos da gestão de resíduos sólidos urbanos. ''Este grupo tem como objetivo apontar soluções para a destinação não só de resíduos da construção civil, mas também de materiais típicos da coleta seletiva e de lixo hospitalar, por exemplo'', disse. Ao longo de 2003, foram mantidas conversações com o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), dos proprietários de caçambas e demais profissionais do setor.
De acordo com Rosimeiri, as soluções pretendidas pela prefeitura na área de construção civil passam pela diferenciação entre pequenos e grandes geradores de resíduos. Para os produtores de pequenas quantidades de entulho, a prefeitura pretende implantar, em todas as regiões da cidade, as chamadas Áreas de Triagem e Transbordo (ATT), para onde transportadores de resíduos levariam materiais que seriam separados antes de serem encaminhados para reaproveitamento.
Segundo a diretora, a prefeitura fará um cadastramento dos carroceiros que trabalham em Londrina. ''Só após este cadastro estar completo é que definiremos quantas ATTs deverão ser implantadas no município e em que bairros. A idéia é que os carroceiros se desloquem o mínimo possível de seus 'pontos' para levarem os materiais'', explicou. De acordo com Rosimeiri, os padrões de estrutura das ATTs já foram definidos nacionalmente e a primeira delas deve ser implantada em Londrina ainda em 2004.
A resolução 307 prevê que até o meio deste ano as prefeituras devem implementar planos municipais de gerenciamentos de resíduos de construção civil. ''Retomaremos as discussões sobre o assunto em março e o programa deve estar pronto até o final do primeiro semestre'', explicou a diretora.


