No dia 10 de outubro do ano passado, O Instituto Médico-Legal de Foz do Iguaçu bateu seu recorde no recebimento de corpos de vítimas de mortes violentas. Foram seis cadáveres em poucas horas. Quatro dessas mortes foram provocadas pela própria polícia.
Em uma suposta batida para reprimir o tráfico de drogas na favela Monsenhor Guilherme, na região central da cidade, oito policiais, comandados por um delegado, mataram quatro rapazes, dos quais três eram menores de idade. Os policiais alegaram que eles foram mortos porque reagiram à prisão a tiros. Testemunhas disseram que os quatro foram executados. Até agora, nenhum dos policiais que participou da operação foi julgado.
O segundo período mais violento do ano ocorreu no final de semana entre 4 e 6 de julho, quando sete pessoas foram assassinadas em Foz do Iguaçu - seis mortos a tiros e um a facadas. A média diária de homicídios naquele período foi de 2,3. Apenas um dos assassinos foi preso pela polícia.
Os números de janeiro indicam que 98 não será um ano muito diferente do anterior em relação à violência. Apenas no dia 4, um domingo, o IML recebeu cinco corpos vítimas de assassinato.

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