Cidade terá Usina do Conhecimento, inédita no Brasil
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quinta-feira, 28 de novembro de 1996
Adriana De Cunto 
Está prevista para março do ano que vem a conclusão da obra de construção da Usina de Conhecimento, que está sendo erguida na rua Claudete de Souza, esquina com a rua Lázaro de Toledo, no conjunto Parigot de Souza 2 (zona norte). O prazo inicial para a conclusão da obra era 10 de janeiro.
A Usina de Londrina será a primeira do País. Segundo a coordenadora técnica do projeto, Carla Virmond Mello Loureiro, outras usinas serão construídas em Guarapuava, Maringá, Ponta Grossa, São José dos Pinhais e Foz do Iguaçu. O objetivo do programa, diz a coordenadora, é proporcionar o aprendizado através de vivências e experimentações, para que o homem possa ter melhor qualidade de vida.
Carla Loureiro explica que as atividades não serão formais. A usina será aberta a toda a comunidade - criança ou adulto. A coordenadora do projeto evita falar em aulas ou cursos porque, segundo ela, a usina não tem nada a ver com escola.
A idéia foi concebida pelo Governo do Estado e a coordenadora Carla Loureiro explica que o Estado e a comunidade vão definir sistemas de administração e também as prioridades, de acordo com os interesses e as vocações locais.
Serão incentivados o diálogo através de vivências organizadas em ateliês, laboratórios, oficinas, workshops e outras práticas. É um centro de inquietação, resume Carla Loureiro, lembrando que a idéia é praticamente inédita internacionalmente. Só existe algo parecido em Tel Aviv (capital de Israel).
Em Londrina, a idéia da Usina de Conhecimento foi abraçada por várias instituições e entidades representativas, como Universidade Estadual de Londrina (UEL), Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Programa Paraná Europa, Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae), Centro de Educação Tecnológica Carambeí (Cetec), Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), Associação dos Artistas Plásticos, Copel e Serviços de Comunicações Telefônicas de Londrina (Sercomtel).
O representante do Programa Paraná Europa na Usina de Conhecimento, Marco Veronesi, afirma que a comissão londrinense já definiu duas diretrizes de trabalho. A primeira é incentivar e promover a criatividade através de atividades científicas, tecnológicas, culturais ou artísticas. A outra diretriz é viabilizar apoio para boas idéias.
A construção da Usina de Conhecimento vai custar aos cofres do Governo do Estado R$ 222 mil. O terreno, de 3.300 metros quadrados, foi doado pela Prefeitura de Londrina. Também caberá ao Governo equipar a usina. A continuidade do programa deverá ser garantida através de parcerias entre o poder público, empresas e entidades de classe.


