Cidade terá operações semanais contra o crime
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sexta-feira, 24 de outubro de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar foi deflagrada na tarde de ontem por várias regiões da cidade de Londrina e no Jardim Novo Bandeirantes, em Cambé (13 Km a oeste de Londrina). A operação que contou com a participação de 60 homens, sendo 50 da PM e 10 da Civil, e cerca de 20 viaturas tinha o objetivo de deter foragidos da Justiça, apreender armas, substâncias entorpecentes e veículos em situação irregular. Até o fechamento desta edição, ontem à noite, somente uma pessoa tinha sido presa por porte ilegal de armas. A operação deveria prosseguir até às 2 horas de hoje.
Por causa da defasagem no efetivo foi necessária a presença de policiais militares dos batalhões de Apucarana e Rolândia. Os 60 homens foram divididos em quatro equipes, com a presença de viaturas da Rone, de delegados e investigadores da Polícia Civil. A única prisão ocorreu no Jardim Santo André (Zona Oeste), onde Wilson Oliveira dos Santos, 27 anos, foi preso em flagrante com um revólver calibre 38.
O anúncio da realização da operação foi feito no começo da tarde, na Promotoria de Investigações Criminais (PIC), pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel David Pancotti, e pelo delegado-chefe da Polícia Civil do Paraná, Jorge Azôr Pinto. Eles estiveram na cidade pelo projeto de extensão da Secretaria de Segurança Pública e afirmaram que operações como a realizada ontem serão repetidas duas vezes por semana. ''Esperamos um resultado positivo em no máximo três meses'', frisou Azôr.
O comandante da PM disse que o trabalho a ser desenvolvido em Londrina para reduzir a criminalidade já foi implantado ''com sucesso'' em Curitiba. Sobre os locais a serem fiscalizados nas operações, Pancotti observou que a decisão ficará sob responsabilidade dos comandos locais das polícias. ''Não serão ações feitas no relâmpago do dia e da noite e depois abandonadas. Será algo constante'', prometeu.
Pancotti ressaltou que o comando do 5º Batalhão de Polícia Militar fez um levantamento da atuação da polícia e da situação da criminalidade no município neste ano. Dentre os números apresentados, estão os 166 homicídios, 415 armas de fogo apreendidas e 2.770 prisões efetuadas.
Jorge Azôr adiantou que o Estado deverá assinar um convênio com a prefeitura, para que o município também participe das operações. Segundo ele, a polícia não tem poder, por exemplo, para fechar estabelecimentos comerciais sem alvará de funcionamento. O coordenador da PIC, Leonir Batisti, comentou que o órgão auxiliará as ações. O Conselho Tutelar e as Receitas Estadual e Federal também poderão ser convidadas a participar.
Sobre o policial civil detido, anteontem, acusado de concussão (veja nesta página), Azôr declarou que ele terá condições de se defender, mas que responderá por seus atos. ''Aqueles que entenderem nossa mensagem de combate à corrupção não terão problemas'', pontuou.


