Cidade terá mais 200 PMs, diz coronel
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segunda-feira, 16 de junho de 1997
Lucília Okamura Londrina 
O efetivo do 5º Batalhão da Polícia Militar de Londrina poderá ser aumentado em cerca de 200 homens até o final do ano. A informação foi dada ontem à tarde, na Câmara de Vereadores, pelo comandante geral da Polícia Militar do Estado, coronel Luis Fernando de Lara. Com o aumento no número de PMs, o 5º Batalhão passaria a contar com um efetivo de cerca de 1.080 homens.
Coronel Lara observa que o 5º Batalhão voltaria a possuir o número de homens que tinha há 10 anos. Ele considera o efetivo de 1.080 homens suficiente para a Cidade, explicando que na há 10 anos a área de atuação do 5º Batalhão era maior. Hoje, o 5º BPM atende, além de Londrina, os municípios de Cambé, Ibiporã e Tamarana. A defasagem em todo o Paraná é de cerca de 3.500 policiais. Ele afirma que o Governo do Estado está investindo forte também em equipamentos e viaturas. Ele citou como exemplo a entrega, ocorrida ontem de manhã, de 22 viaturas para Londrina.
Acompanhado do comandante do 5º BPM, tenente-coronel Marino Ari Burille, o coronel Lara esteve reunido com os vereadores e fez uma prestação de contas sobre a situação da Polícia no Estado. Questionado sobre o salário dos policiais, que é um motivo constante de queixa entre a corporação, ele afirma que o Paraná é o segundo Estado que melhor paga os PMs, perdendo apenas para o Distrito Federal. O piso salarial inicial, segundo ele, gira em torno de R$ 600,00. Hoje não perdemos mais policiais por causa de baixos salários, afirmou Lara.
A patrulha escolar, que funciona em Curitiba, também foi alvo de perguntas dos vereadores, que queriam saber por que o projeto não é implantado em Londrina. O Coronel Lara explicou que se trata de um projeto-piloto que deverá ser melhor avaliado no final do ano. Só então o comando da PM verificaria para que lugares o projeto poderia ser expandido.
O comandante da PM comentou também sobre a morte do pastor José Idalécio Bueno, ocorrida em fevereiro deste ano, e que teria sido espancado por policiais militares. Segundo ele, o Inquérito Policial Militar (IPM) que apura o caso está na Auditoria Militar, cujo promotor se encarregará de denunciar os acusados ou não.
Na opinião do comandante, os PMs envolvidos não podem ser acusados da morte do pastor. Isso porque o laudo do Instituto Médico Legal (IML) comprova que o pastor morreu vítima de asfixia mecânica e que foram encontradas pequenas escoriações em seu corpo, que comprovariam não ter sido espancado. Se eles forem denunciados, será por lesões corporais, acredita. Paralelamente ao IPM, foi instaurado Inquérito Policial Civil para apurar a morte do pastor, que foi concluído pelo delegado do 1º Distrito Policial, Edmo Ermenegildo. Ele explica que enviou o inquérito para o Fórum de Ibiporã na semana passada.


