Cidade tem áreas de lazer deterioradas
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quinta-feira, 06 de maio de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Áreas de lazer deterioradas, problemas de limpeza e infra-estrutura ou a completa inexistência de locais para a prática esportiva. Estes são alguns pontos detectados por estudantes de educação física da Universidade Estadual de Londrina (UEL) após visitas a campos, quadras de esporte e praças de Londrina.
Os estudantes participam de um projeto cujas metas são mapear os locais para a prática de esportes e atividades recreativas em Londrina e, ao mesmo tempo, incentivar a preservação dessas áreas e do meio ambiente. Intitulado ''Práticas de atividades físicas, esportivas e recreativas na cidade de Londrina: potencialidades e perspectivas'', o trabalho é aplicado desde outubro do ano passado. Segundo a coordenadora, a professora Maria Aparecida Vivan de Carvalho, das três fases de implantação, a primeira, de observação e levantamento de dados das áreas, já foi concluída para a elaboração de roteiro.
''Encontramos muitos desses locais completamente deteriorados. Mesmo assim, o londrinense dribla dificuldades como mato e lixo para poder se exercitar'', comentou. Para a coordenadora do projeto, os pontos negativos não raro se restrigem a questões como limpeza e infra-estrutura. Há casos, segundo ela, de bairros sem quadras ou campos, mas com escolas que fecham as quadras à comunidade, nos finais de semana.
Exemplos de situações foram encontradas pelo aluno Álvaro Gonçalves Neto, 30, nas abordagens feitas no Lago Igapó 2 e na Vila Brasil (Centro). ''No lago, muitas pessoas deixam de praticar esporte depois das 18 horas pela falta de iluminação. Na Brasil, algumas áreas de lazer têm desde animais pastando até infestações de carrapato'', relatou.
O ponto positivo, no entanto, são ações isoladas de moradores e associações pela recuperação de alguns pontos. São com essas pessoas que se passa a segunda fase do projeto, a de entrevistas. ''Além de ouví-los, em um terceiro momento serão feitas entrevistas também com moradores que usufruem do espaço'', destacou Maria Aparecida. O objetivo, segundo a coordenadora, é levantar as necessidades da população de cada região, para o setor, e estimulá-la à prática de exercícios e à conservação do ambiente.
No futuro, a expectativa é lançar um livro com as potencialidades e deficiências dessas áreas, para ajudar na elaboração de propostas. Para isso, contudo, o grupo espera a ajuda de parceiros para arcar com os custos do mapeamento (principalmente o transporte dos alunos) e do registro fotográfico.


