Nilson CamposPobrezaPesquisa constatou que cerca de 10 mil pessoas vivem em condições de ‘miserabilidade’; secretaria de Promoção Social considera índice altoUm levantamento sócio-econômico da Secretaria Municipal de Promoção Social de Guarapuava, em parceria com a Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo e 100 soldados do 26º Grupo de Artilharia e Campanha (GAC), constatou que a cidade tem 26 favelas e que cerca de 10 mil pessoas vivem em condições de miserabilidade. O índice é considerado alto pela Secretaria de Promoção Social porque não havia dados concretos sobre o número de favelas na cidade.
Apesar do aumento no número de favelas em Guarapuava nos últimos anos, a cidade não faz parte do ‘‘Comunidade Solidária’’, programa de assistência social do governo federal. O Jardim das Américas é maior favela da cidade, com cerca de 450 famílias. O levantamento apontou que a maioria dessas famílias não tem renda mensal e tem, em média, de seis a oito filhos.
Segundo a secretária de Promoção Social, Madalena Nerone, a cidade não foi incluída no programa porque dentro dos critérios exigidos foi comprovado que não tinha favelas e nem pessoas pobres.
Segundo ela, se a cidade estivesse incluída no programa cerca de três mil cestas básicas seriam repassadas por mês ao município. Madalena disse ainda que o levantamento vai ajudar na comprovação de que a cidade precisa de ajuda. ‘‘Como Guarapuava não faz parte do Comunidade Solidária, ficamos sem acesso a muitos programas essenciais para amenizar a pobreza’’, afirmou.
A secretária ressaltou que ficou surpresa com o número de favelas existentes na cidade. ‘‘Eu imaginava que tinha bem menos. Nessas favelas tem muita gente das cidades vizinhas. Elas vieram para cá em busca de emprego e de uma vida melhor’’, conta.
Dentro do Plano Muncipal de Assistência Social existem 26 subprojetos que a Secretaria de Promoção pretende implantar gradativamente. A etapa seguinte a do levantamento é o cadastramento das famílias aptas a participar dos programas. Só poderão participar famílias que residem em Guarapuava há pelo menos dois anos. Esse critério foi adotado para evitar que outras famílias continuem se transferindo para Guarapuava em busca de melhores condições de vida.
Ainda neste semestre serão realizadas campanhas para conscientizar a comunidade sobre o número de favelas e a pobreza na pereferia da cidade. Também faz parte dos subprojetos da Promoção Social o programa de ‘‘Adoção Familiar’’, que consiste na adoação de uma família que necessite de ajuda. As famílias adotadas deverão ser recuperadas através do encaminhamento ao emprego, educação dos filhos e saúde.
As cidades vizinhas de Pinhão, Pitanga, Prudentópolis e Ponta Grossa estão incluídas do ‘‘Comunidade Solidária’’.

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