Em Curitiba, no último mês, apenas dois casos de sarampo foram registrados, mas nenhuma das pessoas contraiu o vírus na cidade. O primeiro caso foi de um rapaz de 29 anos que trabalha em São Paulo e reside em Curitiba. Ao chegar à cidade ele já apresentava sintomas da doença. A Secretaria da Saúde foi notificada e vacinou as pessoas de seu convívio, evitando a propagação.
O outro caso foi de uma moça de 28 anos que viajava de ônibus de São Paulo para Joinville. Como ela passou mal no ônibus, ao chegar na rodoviária de Curitiba foi encaminhada para atendimento médico. O diagnóstico de sarampo foi confirmado.
‘‘É importante sabermos que a doença foi importada de São Paulo. Mas isto não nos deixa menos preocupados, pela facilidade de contágio’’, observa o secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho. Nenhum caso vindo de Foz do Iguaçu foi registrado na cidade. ‘‘Sabemos que existe um grande fluxo de pessoas entre Curitiba e Foz do Iguaçu, por isso estamos trabalhando intensamente no controle da doença’’, explica Baracho.
Diariamente chegam à Rodoviária de Curitiba 13 ônibus vindos de Foz do Iguaçu pelas linhas convencionais. O número real de desembarques, no entanto, é muito maior em razão dos ônibus turísticos ou os que são alugados para transporte de sacoleiros.
Controle de vacinas - Para se proteger contra o sarampo, desde 1992 a população de Curitiba é vacinada com a MMR (tríplice viral), aplicada gratuitamente em todas as unidades de saúde em crianças até 14 anos. A vacina faz parte do esquema regular de vacinação da Secretaria Municipal da Saúde e a primeira dose deve ser aplicada aos nove meses, com reforço aos 15 meses.
As crianças de até 14 anos que não receberam nenhuma dose da vacina após um ano de idade devem fazer o reforço nas unidades de saúde da Prefeitura. ‘‘É preciso que os pais observem a Carteira de Vacinação dos filhos e, em caso de dúvida, procurem a unidade de saúde mais próxima para receber as orientações sobre a vacinação’’, alerta Eliane.

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