Sentado em cima de uma pedra, Juliano Fernando de Andrade, 21 anos, foi assassinado ontem à tarde, no União da Vitória VI (Zona Sul). O rapaz, que morava no União da Vitória IV, recebeu um tiro na cabeça. A bala ficou alojada em sua boca. O delegado do setor de homicídios da 10 Subdivisão Policial (SDP), Joaquim Antônio de Melo, que atendeu a ocorrência, não soube informar o calibre do revólver utilizado no crime.
Andrade e o recepcionista Edson de Barros Monteiro, 31 anos, foram duas das vítimas da violência em Londrina, que já soma, este ano, 122 homícidios
''A bala foi retirada do corpo para ser analisada pela perícia e então saberemos o calibre'', afirmou Melo, que esperava ouvir uma testemunha do assassinato ainda ontem. Essa pessoa teria declarado, inicialmente, que Andrade estava sentado quando um rapaz se aproximou e atirou contra a cabeça dele. Uma kombi teria dado fuga ao atirador. ''O homicídio pode ter relação com drogas'', adiantou o delegado, afirmando que a vítima era usuária e tinha passagens na polícia por roubo.
Já o recepcionista Edson de Barros Monteiro, foi assassinado na madrugada de ontem enquanto trabalhava no Estacionamento Berlim, na Avenida Rio de Janeiro, Centro de Londrina. A polícia acredita que ele tenha sido vítima de latrocínio.
De acordo com o delegado de plantão da 10 Subdivisão Policial (SDP), Airton Simplício, o funcionário levou um tiro na cabeça, por volta da meia-noite, quando estava na portaria do estacionamento. Ele foi socorrido pelo Siate e encaminhado para a Santa Casa de Londrina, mas não resistiu. A única pista da polícia, afirma o delegado, é o testemunho de um outro funcionário, que viu um homem vestido com blusa azul e bermudas fugindo do local. Até ontem, ele não havia sido identificado.
Colegas de Monteiro contaram que o autor do crime roubou R$ 60 do caixa do estacionamento. Depois de atirar no rapaz, o assassino ainda teria perseguido um outro funcionário que testemunhou o crime à distância, mas não conseguiu alcançá-lo.
''Só pode ter sido latrocínio. O Edson era um cara bom, trabalhador, evangélico, só andava com a bolsa e a bíblia'', comentou o ex-funcionário do estacionamento Cléber Domingues, 29. Ele acredita que a presença de policiais nas redondezas poderia ter evitado a morte do amigo. ''Tem muito marginal usando droga na praça aqui ao lado, e nenhum policial'', afirmou. O estacionamento funciona 24 horas, junto com o Hotel Berlim.
O padrasto da vítima, Genésio da Silva Carvalheiro, 54, contou que a família alertava o rapaz para o perigo de trabalhar naquele local durante a madrugada. ''Mas ele tinha até feito um curso para segurança, parece que era a vocação dele'', disse. Segundo os familiares, Monteiro trabalhava de recepcionista no hotel mas também cobria a função de porteiro no estacionamento.

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