Londrina
Do último domingo até ontem à tarde ocorreram onze assaltos à mão armada em Londrina. Na maioria dos casos, os ladrões ameaçaram as vítimas de morte, roubaram carros, dinheiro e documentos. Somente no início da noite do último domingo, após o roubo na padaria Pão Puro na rua Maringá esquina com rua Humaitá, foram roubados três veículos. Um casal chegou a ser sequestrado e depois solto pelos ladrões. Até ontem à noite, a polícia não tinha pistas dos ladrões. A polícia não comunicou à imprensa a maioria desses assaltos, sob a alegação de que as vítimas pediram sigilo sobre as ocorrências.
‘‘Não estou entendendo bem o que está acontecendo com estas pessoas que não querem divulgar o que elas passaram nas mãos dos bandidos. Acho que se a imprensa não publicar as notícias de criminalidade estará encobrindo uma verdade: a falta de segurança em Londrina. Estaremos mostrando um quadro fora da realidade’’, afirmou o professor Nestor Alvez dos Santos, uma das vítimas de assalto. Para ele, a comunidade deve ficar sabendo da verdade, para se precaver contra os criminosos que estão soltos.
O administrador de empresas Jorival Modesto Bueno teve seu Fiat Pálio roubado quando estava estacionado na rua Corruiras, no Parque das Indústrias Leves (zona leste). Ele contou que eram dois ladrões e um deles, armado de revólver, o obrigou a entregar também os documentos, dinheiro, cartões de crédito e contratos de uma empresa. ‘‘Eles (ladrões) mostravam-se nervosos e não levaram mais de dois minutos para me roubar. Senti a morte de perto’’, disse a vítima. O assalto ocorreu por volta das 17 horas de terça-feira.
Também na terça-feira, às 19h20, três ladrões invadiram o supermercado Miguel Ângelo, na rua dos Pintores (zona norte) e roubaram R$ 450,00. O proprietário da casa comercial, José Miguel Ângelo, contou que os ladrões usaram ‘‘armas pesadas’’. Já por volta das 19h40, três ladrões roubaram R$ 200,00 da mercearia Venuto, no conjunto Parigot de Souza. Maria do Socorro, proprietária da mercearia, relatou que os ladrões apontaram suas armas para ela.
O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes, disse que as Polícias Civil e Militar estão ‘‘trabalhando para prender os ladrões’’. Ele acha que os assaltos estão sendo praticados por uma mesma quadrilha. ‘‘É só uma questão de tempo para colocarmos as mãos neles’’, garantiu o delegado.

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