Cidade reclama de sistema de telefonia
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A falta de linhas telefônicas disponíveis em Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá) está prejudicando a instalação de empresas no município. O prefeito Rômulo Ceccon Barreiros (PT) foi obrigado a protocolar na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília, um pedido de providências para solucionar o problema.
Segundo o chefe de gabinete da prefeitura de Mandaguaçu, Luiz Carlos Vieira, o município enfrenta ainda sistema precário de telefonia celular e número reduzido de telefones públicos. A vendedora autônoma Maria de Lourdes Paranho Vimieiro disse que prefere resolver os problemas pessoalmente a enfrentar fila ou correr atrás de telefones públicos.
Vieira disse que a prefeitura espera a instalação de mais quatro empresas no município, mas teme desistência caso a Telepar não consiga ampliar a central de telefones. Até a reserva técnica destinada a Mandaguaçu chegou ao fim. A situação é confirmada pelo vendedor, Luiz Carlos Miriani, da Tecelagem Brasil, indústria de confecções instalada há um mês na cidade e que emprega 33 pessoas. A empresa tem apenas um telefone, cuja linha é residencial.
Por causa da carência, o mercado de telefone em Mandaguaçu está inflacionado. Uma linha residencial não custa menos de R$ 900,00. Apesar de não ter linhas disponíveis, o valor fixado na Telepar é de R$ 10,48. Miriani disse que a Tecelagem Brasil pagou R$ 980,00 pelo telefone. Não tivemos outra opção, disse o vendedor. Ele próprio ficou impedido de atuar em Mandaguaçu como representante comercial de quatro empresas por falta de uma linha telefônica.
Conforme o chefe de gabinete, Mandaguaçu é considerado pela Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) como a cidade que mais cresceu no último ano em arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) com índice de 16,4%. Mas podemos perder essa condição de crescimento caso nosso problema de telecomunicação não seja resolvido, avisa Vieira.
A Telepar alega que Mandaguaçu tem uma central analógica que precisaria ser trocada para facilitar a ampliação do sistema. A previsão de mais linhas para a cidade é só para o ano de 2001, reclama Vieira. Ele calcula que a demanda no município para telefones residenciais é de, no mínimo, 200 linhas. Além disso, tivemos que pedir o remanejamento de telefones públicos em locais de maior movimento, diz Veira.
Segundo a assessoria de imprensa da Telepar em Curitiba, o plano da empresa para Mandaguaçu prevê para 2001 a instalação de uma central digital com 3,5 mil terminais. O objetivo é quase triplicar a capacidade do município, que hoje está limitada à tecnologia analógica com 1.200 terminais.Escassez de linhas telefônicas levou prefeito a protocolar na Anatel pedido de providências para solucionar o problema
Marcos NegriniCOMUNICAÇÃO IMPROVISADAVendedor Luiz Carlos Miriani trabalha em empresa que tem apenas uma linha, mesmo assim residencial





