Cidade quer virar bairro de Curitiba
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quinta-feira, 09 de novembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Moradores de Campo Magro criaram um movimento para transformar o município em bairro de Curitiba. Um abaixo-assinado percorre a cidade para endossar um projeto que será encaminhado para votação na Assembléia Legislativa. Eles justificam que estão desamparados dos serviços de banco e correio, encontrados apenas na Capital.
A reclamação que precipitou a organização do movimento foram os problemas no serviço de telefonia, que isolou a cidade do resto da Região Metropolitana de Curitiba. Os usuários são obrigados a discar o código de uma operadora para fazer interurbanos, o que não ocorre em outras cidades da RMC.
Para falar com um vizinho do outro lado da rua, onde começa Curitiba, por exemplo, os campomagrenses precisam acionar o número de uma das três empresas de telefonia fixa que fazem interurbanos. O resultado são ligações com preços 100% superiores. As mudanças também afetaram comerciantes e profissionais autônomos.
Há duas semanas, a Telepar alterou os números dos telefones em Campo Magro. Quando os clientes de outras cidades tentam ligar para o município, ouvem uma gravação de que o número foi modificado e não é divulgado a pedido do assinante. Cerca de 10 mil dos 13 mil habitantes estariam sendo afetados.
Em fax enviado à redação, sobre as mudanças em Campo Magro a Telepar refere-se apenas à localidade de Colônia Rodrigues, que fica na divida do município com Curitiba. A empresa explica que para poder levar o serviço telefônico para a região optou, no passado, por realizar uma extensão da central telefônica de Santa Felicidade, que fica em Curitiba. Assim, os moradores tinham o serviço pagando ligação local para Curitiba. Com o crescimento da região, a Telepar instalou na localidade uma central digital exclusiva, com capacidade para 3,5 mil terminais. Com a mudança a tarifa a ser aplicada por lei é a interurbana.
Emancipado de Almirante Tamandaré há dois anos, Campo Magro ainda enfrenta problemas para se firmar como município. Os serviços essenciais não foram feitos. Até dos cartórios de registro civil a gente depende de Almirante Tamandaré, relata Hartmann, um dos que assinou o abaixo-assinado para anexar o município a Curitiba. A direção da Associação Comercial, representantes da prefeitura e da Telepar vão discutir hoje os problemas.


