Londrina produz uma média diária de 900 a 1,3 mil toneladas de entulho de construção civil, um volume quase três vezes maior que o lixo doméstico e hospitalar coletado e depositado no aterro sanitário, cerca de 350 toneladas/dia. A informação foi divulgada ontem pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon), que participou de reunião com representantes da Companhia Municipal da Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e Associação dos Caçambeiros, entre outros. O objetivo do encontro foi definir uma política pública para a coleta e destino final de entulhos.
Segundo o presidente do Sinduscon, José Roberto Hoffmann, do total de entulhos produzidos, entre 30 a 40% seriam de responsabilidade das construtoras e o restante, de construções particulares. ''A média produzida está dentro da estimativa de uma cidade do porte de Londrina, mas seu destino final precisa ser revisto e melhorado '', comentou.
A reciclagem e o reaproveitamento dos materiais também foramconsideradas importantes para melhorar a logística de despejo. A reativação da antiga Central de Moagem está sendo avaliada, mas ainda não tem data prevista. ''Antes disso, precisamos determinar um programa de gerenciamento de pré-separação de entulhos'', disse Hoffmann. Segundo ele, programa de reciclagem implantado em Belo Horizonte (MG) está sendo estudado como modelo para Londrina.
O grupo voltará a se reunir dentro de um mês para um estudo mais aprofundado da resolução número 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determina prazo até julho de 2003 para apresentação de programa de destino final de entulhos, que passa a ser de responsabilidade de quem produz. Nos próximos 60 dias o grupo conclui um levantamento sobre os principais focos irregulares de depósito do entulho recolhido por caçambeiros e carroceiros e o número de pessoas envolvidas na atividade.

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