Cidade polariza crescimento regional
Cidade polariza crescimento regional
Marccio W. Varella
Marcos Negrini
FuturoMaringá está consolidando sua posição como centro de referência para uma região de 1 milhão de habitantes O prefeito Jairo Gianoto (PSDB) vê com otimismo o futuro de Maringá, apesar da crise financeira que o município atravessa. No ano 2000, quando acabar a minha gestão, Maringá terá uma estrutura sócio-econômica muito melhor. Será uma cidade de fazer inveja a muitas metrópoles, a muitas capitais. Hoje, Gianoto vê a cidade como pólo comercial, industrial e de ensino do Noroeste do Paraná. A tendência é Maringá polarizar cada vez mais o crescimento dessa região, que tem hoje cerca de um milhão de habitantes, diz o prefeito.
Gianoto reclama das dívidas da prefeitura. São pendências das administrações passadas. No ano passado, pagamos R$ 32 milhões de dívidas. Faltam R$ 60 milhões para serem pagos. Assumi a prefeitura com muitas obras paralisadas e sem dinheiro para dar continuidade. Mesmo assim, sou otimista.
Das obras que Gianoto considera complicadas, destacam-se a nova rodoviária, o Novo Centro e o novo aeroporto. O programa Paraná Urbano financiou R$ 4,8 milhões para a rodoviária e a prefeitura entrou con R$ 2,7 milhões. Nunca fui a favor da localização desta rodoviária. É um absurdo, mas peguei a obra com 30% de sua construção pronta. Vai haver congestionamento no trânsito, com certeza. Até o ano 2000 vamos ter de erguer um viaduto sobre a linha férrea para evitar os engarrafamentos, justifica o prefeito.
A outra obra complicada é o novo aeroporto que, por enquanto, só tem a pista pronta. Faltam iluminação, sinalização e balizamento da pista, terminal de passageiros, equipamento para o terminal, vias de acesso, estacionamento para veículos, hangares. Para colocar o aeroporto em funcionamento, somente com o estritamente necessário, precisamos de R$ 10 milhões. Para deixá-lo como um dos braços do Mercosul vamos precisar de R$ 15 milhões.
Mas a obra mais complicada da atual administração é o Novo Centro, ou o rebaixamento da linha férrea para os túneis já prontos que atravessam a cidade. É a mais complicada porque atende somente aos interesses regionais e por isso é de total responsabilidade da prefefitura, que vai pagar tudo. O custo/benefício é muito caro, diz Gianoto.
Já foram gastos R$ 16 milhões no Novo Centro com a abertura dos túneis, mas a obra está parada porque faltam outros R$ 16 milhões. Do custo total, 43% pagamos em forma da cessão de terrenos para a empresa que está construindo a obra. Ocorre que ninguém quer comprar pois o metro quadrado a R$ 500,00 está acima do valor de mercado.
Antes de terminar sua gestão, Gianoto pretende deixar uma boa estrutura de transporte coletivo para a população. Ele exigiu que a empresa Transportes Coletivos Cidade Canção (TCCC) apresente até julho um novo projeto de prestação de serviços.
Gianoto quer o ônibus articulado, catracas eletrônicas em todos os ônibus, aumento do número de veículos e o fim do confinamento do terminal de passageiros na Praça Raposo Tavares. Se o projeto não atender aos objetivos da prefeitura, Gianoto garantiu que abre licitação e acaba com o monopólio.
O prédio do antigo terminal de passageiros estaduais e interestaduais, na Praça Raposo Tavares, que tem quase a idade da cidade, deverá ser transformado em Rua 24 Horas, como a de Curitiba. A idéia será levada aos comerciantes, que darão a palavra final sobre o destino do prédio.





