Cidade poderia reciclar quatro vezes mais
Com a participação correta da população, a estimativa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) é que Londrina poderia reciclar três vezes mais do que o volume coletado hoje pelas cooperativas. É o que calcula o diretor de Operações da companhia, Mauro Andrade. "Hoje, reciclamos em torno de 8% de todo o nosso resíduo. Parece pouco, mas é um dos melhores índices do País. Tem cidade que não chega a 3%", diz, ao assinalar que seria satisfatório chegar na casa dos 30% em relação à reciclagem dos resíduos gerados no município.
Entre janeiro e junho deste ano, o volume médio mensal de recicláveis comercializados foi de 953 toneladas. Em abril, quando a cidade contava apenas com cinco cooperativas, a média coletada era de 923 toneladas.
De acordo com Andrade, o modelo de cooperativismo para reciclagem em Londrina tem sido positivo, apesar de ainda demandar melhorias, como a profissionalização do setor. "É um modelo maduro, mas que precisa de algumas alterações para ter mais eficiência. A reciclagem passa por uma questão industrial e um processo tecnológico, que exige comercialização", salienta.
Conforme a CMTU, a coleta seletiva atende 100% do município. A partir do contrato com o órgão, as cooperativas têm autonomia para vender o que coletam com quaisquer compradores. A tendência, com a fundação de uma central de reciclagem, é que as organizações passem a beneficiar o que é recolhido, agregando valor na comercialização. Com a central, a expectativa é que as cooperativas tenham expressividade para negociar diretamente com as indústrias, eliminando a figura do atravessadores.
Hoje, os melhores resultados do sistema estão em bairros como os jardins Acapulco, Abussafe, das Nações, Monte Sinai, conjuntos Vivi Xavier e Cafezal, além de condomínios da zona sul e do Distrito de Warta. A participação dos moradores, por outro lado, é menor no Nova Esperança, São Lourenço, Ouro Branco, São Marcos, São Jorge, Maria Celina e Vista Bela.
Para este ano, a CMTU estuda voltar a distribuir sacos verdes para a separação de material reciclável. A distribuição dos materiais para as cooperativas, que os repassavam a moradores, foi interrompida devido a um contingenciamento financeiro.(A.L.)





