Cidade pede ajuda ao governo federal
Um município pequeno, com pouco mais de 9 mil habitantes, e que depende quase que exclusivamente de duas empresas para se manter economicamente. Esse é o retrato fiel de Figueira. As autoridades municipais estão tentando junto aos governos federal e estadual a manutenção da usina, mas sabem que o prazo de três meses é curto para reverter a situação.
Para o prefeito Jaime Higino Santos (PSL), o município será o grande prejudicado com o fechamento das duas empresas, pois terá que buscar alternativas para manter a arrecadação, além de encontrar uma solução viável para empregar os quase 300 pais de família que ficarão desempregados. Ele entende que chegou o momento do governador Roberto Requião (PMDB) demonstrar que está realmente preocupado com a questão social. ''Confiamos nele na hora de dar o voto, agora precisamos de sua ajuda'', afirma.
O presidente da Câmara de Vereadores, Luiz Antônio de Souza (PFL), observa que políticos do município entraram em contato com deputados estaduais, para que eles os ajudem a manter a termelétrica. Ele adianta que alguns vereadores estiveram reunidos com o presidente da Copel, Paulo Pimentel, mas a única resposta que obtiveram foi de que um novo estudo de viabilidade seria realizado. ''Foi dito que a decisão seria política devido aos problemas sociais que ela envolve'', diz.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Carvão do Estado do Paraná, Jacob Kmita, enviou ofícios ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e à ministra das Minas e Energia, Dilma Rouseff, pedindo a intervenção do governo federal no caso de Figueira.





