Cidade já ficou
até sem gasolina
em dia de chuva
O asfalto traz esperança para pessoas como o frentista João Maria Andrade Batista, nascido em Rio Branco do Ivaí, há 56 anos, e que há 24 anos trabalha no Auto Posto Rio Branco. Depois de quatro meses de estiagem, a primeira chuva de dezembro acabou deixando o município sem gasolina. Por falta de acesso mais seguro, o carro-tanque não pôde subir a serra na estradinha de 18 quilômetros que liga Rosário do Ivaí a Rio Branco do Ivaí.
‘‘Esse prejuízo, com certeza, não vai mais acontecer com a construção da rodovia’’, prevê o frentista. Do ponto onde estava, para chegar a Rio Branco do Ivaí, por outro caminho, usando a estrada de 33 quilômetros de cascalho, via Cândido de Abreu, o carro-tanque teria de dar uma volta de 313 quilômetros.
Para o dono do Hotel e Restaurante São Jorge, na rua São Francisco – a principal via da cidade – Jorge José da Luz, 49 anos, também natural dali, ‘‘com o asfalto, as coisas vão começar a melhorar’’ e ele já pensa em ampliar o seu negócio. ‘‘Sem estrada, até os fornecedores evitam a região, as mercadorias deixam a desejar e são mais caras’’, explica.
Das mesmas dificuldades fala o representante de uma fábrica de bebidas, Nerias Sanches, de Faxinal, que abastece de cerveja e refrigerantes a cidade. ‘‘Por falta de acesso, Rio Branco do Ivaí quase ficou uma semana sem o fornecimento de bebidas’’, enfatizou.
Na estrada em construção, onde recolhe tambores de leite há cinco anos, dos produtores da região, Cláudio Carvalho, de 32 anos, de Grandes Rios, também não duvida mais: ‘‘As coisas aqui vão melhorar e não terei mais de usar trator para recolher leite’’, afirma. Cláudio recolhe até 800 litros de leite por dia apenas num pequeno trecho da estrada que está começando a ser pavimentada.

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