Cidade fica seis horas sem coleta de lixo
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segunda-feira, 23 de junho de 2003
Thiago Mossini <br> Reportagem Local 
Londrina ficou sem o serviço de coleta de lixo, por cerca de seis horas, na manhã de ontem. A Fossil, empresa responsável pelo serviço, e os 120 funcionários só chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial no período da tarde. Até um caminhão de som foi usado pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina e Região (Siemaco) e pela Federação dos Empregados em Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Feacospar), que coordenam as negociações, para fechar a saída da empresa, impedindo a passagem dos caminhões de coleta. Houve um princípio de tumulto.
De acordo com o presidente da Feacospar, Manassés Oliveira da Silva, uma nova proposta foi apresentada, pedindo um aumento salarial de 13%, com três abonos no valor de R$ 73, com a incorporação nos vencimentos a partir de 1º de janeiro de mais 7% e nos tiquetes refeição de 8%. ''Se não aceitarem vamos parar'', ameaçou Silva. Segundo o diretor da Fossil, Luis Alberto Mário, a empresa ofereceu 13% de reajuste, aumento de sete para 30 cestas básicas sorteadas entre os trabalhadores e convênio com farmácias.
Os dois se reuniram durante a manhã por cerca de meia hora, mas não chegaram a um acerto e partiram para uma nova reunião, desta vez, na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), com a presença do presidente do órgão, Wilson Sella. Eles ficaram por mais de duas horas reunidos e a Fossil apresentou proposta de reajuste de 13% nos salários dos trabalhadores e de 11% nos valores dos tíquetes alimentação, ambos a partir de 1º de junho. Além disso, a empresa se comprometeu a dar três abonos salariais no valor de R$ 73,00 cada um, a serem pagos até o quinto dia útil dos meses de julho, setembro e novembro deste ano.
A Fossil também prosseguirá nas negociações com as entidades sindicais objetivando o pagamento da diferença do aumento de 19,87%, correspondente a inflação do período de junho de 2002 a maio de 2003 e confirmou o aumento das cestas básicas sorteadas. A proposta foi aprovada em assembléia, e os funcionários retornaram ao trabalho à tarde. A empresa disponibilizou dois caminhões extras para recuperar as seis horas de duração da paralisação. Segundo o encarregado geral da empresa, Moacir de Souza, a empresa não conseguiu normalizar a coleta ontem. Cerca de 350 toneladas de lixo domiciliar e hospitalar são coletadas diariamente em Londrina.
Em relação ao pedido feito pelos trabalhores de substituir os dois caminhões-caçamba que estariam sendo utilizados para a coleta sem os compactadores, Manassés Silva informou que um deles será trocado e o outro será mantido à pedido da prefeitura. ''O compactador aumenta o tamanho do caminhão e não haveria condições dele trafegar em distritos e invasões, que possuem ruas mais estreitas'', justificou.
Já os 115 trabalhadores da Ecosystem, que fazem o serviço de varrição, chegaram a um acordo pela manhã e trabalharam normalmente. Eles também estavam em estado de greve. Na assembléia realizada ontem os funcionários aprovaram o rejuste de 17%. Com isso, o salário passou de R$ 280 para R$ 302 e eles também conseguiram um prêmio de assiduidade no valor de R$ 25 e tiquetes refeição no mesmo valor, além de 10% de insalubridade. Também ficou decidido que a partir de 1º de janeiro receberão 20% de insalubridade e depois de 1º de fevereiro receberão o reajuste integral do valor que for negociado na convenção da categoria. (Colaborou Caroline Vicentini)


